Aeroporto de Belém registra alta de 22,9% no movimento de cargas.

O Terminal de Logística de Carga (Teca) do Aeroporto Internacional de Belém/Val-de-Cans – Júlio Cezar Ribeiro (PA) registrou um aumento de 22,9% na movimentação de volumes entre janeiro e junho de 2017, quando comparado ao primeiro semestre de 2016. Foram movimentadas 510,8 toneladas (t) neste ano ante as 415,3 t do primeiro semestre de 2016.




O destaque ficou por conta do seguimento de exportações, que contabilizou 376,5 t até junho de 2017. Esse número representa um aumento de 25,4% na comparação com as 300,1 t armazenadas nos seis primeiros meses do ano anterior. No setor de importações, os números também foram expressivos: o aumento registrado foi de 16,57%, saindo de 115,2 t importadas em 2016 para 134,3 t neste ano.

Para o superintendente do aeroporto, Fábio Luis de Araújo Rodrigues, o significativo aumento pode ser creditado à fidelização de clientes, além da maior oferta de voos internacionais diretos. “O surgimento de novos clientes nos segmentos de importação e exportação também foi decisivo para este aumento”, completa.

No setor de importação, os destaques são para as empresas de mineração e tecnologia – as três líderes do ranking importaram, juntas, quase 62 toneladas de produtos. No ramo da exportação, o principal produto a sair do país é o peixe.

TECA do aeroporto de Belém. Imagem: Divulgação / Infraero.

Mudança de estratégia

Pensando em seguir o aumento para os próximos meses deste ano, algumas estratégias estão sendo pensadas no terminal de carga. “Algumas alterações em equipamento promovidas pela LATAM deverão mudar nossa logística de exportação e importação, principalmente para o mercado asiático, principal destino das exportações de peixe e bexiga de peixe, e origem das importações de equipamentos de informática e de tecnologia”, destaca Fábio.

Novo modelo comercial

Neste ano, a Infraero adotou um novo posicionamento estratégico e de mercado na área de logística de carga, buscando expandir o portfólio de serviços e produtos de logística integrada oferecidos pela empresa e ampliando a parceria com a iniciativa privada nos negócios. Os processos licitatórios de diversos Tecas da empresa são um passo importante dessas novas diretrizes.

Até o momento, cinco processos de concessões de complexos logísticos já foram realizados pela empresa: Goiânia (GO), Curitiba (PR), Vitória (ES), São José dos Campos (SP) e Recife (PE). Os cinco aeroportos já tiveram seus contratos assinados e, no caso de Goiânia e Curitiba, a empresa vencedora deverá assumir as operações dos complexos ainda no início deste semestre. Todos os contratos em questão preveem prazo de concessão de dez anos, sem investimentos vinculados por parte das empresas concessionárias.

Os valores de luva (preço mínimo mensal) totais obtidos com os cinco contratos somam R$ 2,95 milhões. Também estão previstas as concessões do Teca de Joinville, com abertura do edital prevista para o dia 14/8, e do complexo logístico de Manaus, com lançamento do edital previsto para este semestre.

Com seu novo posicionamento, a Infraero busca permanecer alinhada às melhores práticas de mercado, mantendo a competitividade no setor e buscando todas as oportunidades possíveis para gerar valor, reduzir custos e garantir a máxima eficiência.

 
Informações pela Assessoria de Imprensa da Infraero.
 

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é assessor de editoria do AEROIN.

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