Aeroporto de Imperatriz faz 44 anos nesta quinta.

Imagem: Divulgação / Infraero.

O Aeroporto de Imperatriz/Prefeito Renato Moreira (MA) completa 44 anos de operações nesta quinta-feira (25/5). Localizado a cinco quilômetros do centro, o aeroporto liga a cidade a cinco destinos nacionais – Brasília (DF), Fortaleza (CE), São Luís (MA) Belém (PA) e Belo Horizonte (MG) – por meio de cinco voos diários das companhias aéreas Azul e Latam.




O superintendente do aeroporto, Enos Domingues, destaca que o terminal tem papel fundamental para a região por ser o único nas proximidades a receber aeronaves de porte médio com aviação regular. “Os passageiros, em quantidade cada vez maior, chegam à cidade em busca do turismo de negócios, ecológico, em especial para conhecer a região das cachoeiras que conta com o Parque Nacional da Chapada das Mesas, e muitos estudantes, devido ao número crescente de universidades locais”, afirma.

Com capacidade de receber até 1,2 milhão de passageiros ao ano, em 2016, o terminal maranhense registrou 284.231 embarques e desembarques, e 6.292 pousos e decolagens. O nome do aeroporto – Prefeito Renato Moreira – foi dado em 2003 em homenagem ao ex-prefeito do município.

Novo horário

Desde março deste ano, o Aeroporto de Imperatriz conta com horário de operações diferenciado, funcionando, de segunda a sábado, da 1h às 19h; e aos domingos, de 6h às 22h. O objetivo da mudança foi atender a demanda das empresas aéreas que operam no terminal, de modo que a população continue contando com outras opções de voo.

O superintendente Enos Domingues ressalta que os voos da madrugada da Latam, com aeronave A-320, estão com média de 90% de ocupação. O gestor também confirma que a partir do dia 6 de junho, a Azul também remanejará um voo para a madrugada. Com aeronave E-195, as rotas de destino são: Recife e São Luis.

Melhorias

O Aeroporto de Imperatriz recebeu, em 2012, uma reforma e ampliação de seu terminal de passageiros, que aumentou as salas de embarque e desembarque, área de manuseio de bagagens com novas esteiras, terraço panorâmico e Centro de Operações Aeroportuárias. As melhorias ampliaram a capacidade do aeroporto, proporcionando conforto, agilidade e satisfação aos passageiros e usuários.

O saguão do terminal de passageiros do aeroporto também foi ampliado de 456 para 972 m². Com as intervenções, os sanitários e a banca de revista, anteriormente localizados na área de desembarque, foram transferidos para outro local no saguão. A reforma também contemplou a modernização das instalações elétricas e eletrônicas, a substituição da cobertura e do forro do terminal, a implantação da nova sinalização, além da pintura das paredes.

A aviação comercial em Imperatriz

No final da década de 1930, a cidade de Imperatriz era atendida pelo transporte aéreo regular através de hidroaviões (Junker) operados pelo Sindicato Condor, que utilizou o rio Tocantins de 1939 a 1945. Ao fim da 2ª Guerra Mundial, entrou em operação um aeroporto localizado numa área que hoje recebe diversos órgãos públicos, dentre eles o Hospital Regional, a Universidade Federal, o Fórum de Justiça e os Colégios Graça Aranha e Dorgival Pinheiro de Sousa.

Anos mais tarde, em março de 1955, começou a operar naquele antigo aeroporto a companhia Cruzeiro, utilizando aeronaves modelo DC-3. Até dezembro de 1967, o aeroporto foi servido regularmente pela Real – Aerovias Brasil. Em janeiro de 1968, a Varig começou a operar no local, também com a aeronave DC-3, com frequência de dois voos semanais.

No final da década de 60, estudos indicaram a necessidade de construção de um novo aeroporto, com capacidade de atendimento a aeronaves modernas e com melhores condições de infraestrutura. Foi escolhida uma área situada a 5 km do centro da cidade.

As obras do novo terminal foram executadas por administração direta da Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) e concluídas em 25 de maio de 1973. Em 3 de outubro de 1980, o terminal passou a ser administrado pela Infraero.

 
Informações pela Assessoria de Imprensa da Infraero.
 

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é assessor de editoria do AEROIN.