Air Race 2018 – Primeira etapa da competição começa hoje em Abu Dhabi

Pilotos desafiando a força da gravidade, a mais de 400 km/h, manobras incríveis em paisagens estonteantes e milhares de pessoas acompanhando, ao vivo, o espetáculo. Essas são algumas das particularidades do Red Bull Air Race, que já aquece os motores para o início da temporada de 2018. Com 14 atletas na elite, o Mundial de Corrida Aérea começa a cortar os ares em Abu Dhabi (EAU) nos próximos dias 2 (sexta) e 3 (sábado) para a primeira das oito etapas do torneio. O público brasileiro poderá acompanhar todas as emoções ao vivo, em www.redbullairrace.com/live




E de tão emocionante e singular, o Mundial de Corrida Aérea é recheado de curiosidades para os amantes de velocidade e esportes. Antes de os pilotos fazerem as suas manobras pelo ar, listamos dez fatos que você precisa saber antes de a competição iniciar:

Elite de ouro: Em 2018, qualquer deslize de um piloto da Master Class pode custar o título. Entre os 14 competidores, três deles já faturaram o troféu mundial: Kirby Chambliss, Matthias Dolderer e Yoshihide Muroya. O primeiro, aliás, caso vença nesta temporada, será tricampeão e igualará a marca de Paul Bonhomme, maior vencedor da história da competição.

Uma aventura pelo mundo: Por temporada, a competição percorre mais de 70 mil km, seja pelos ares, terra ou mar. Isso equivale a mais de uma volta e meia no planeta Terra.

Barreiras infláveis: Os aviões precisam fazer manobras pelo percurso demarcado por barreiras infláveis, conhecidas como pylons. A cada corrida, são transportados 200 delas. E para não causar danos às aeronaves, são feitas do mesmo tecido usado em balões, porém livres de linhas, cola ou cordas. Aliás, pesam 40% menos do que o papel. Se um avião danificar a barreira, a equipe da competição demora 90 segundos para arrumar. Ou seja, é mais rápido do que cozinhar um macarrão instantâneo.

Logística: A cada temporada, mais de 350 toneladas são fretadas e transportadas pelas equipes e administração do torneio. Mais de 40 contêineres são destinados por vias marinhas, além de 40 caminhões para suporte.

Desafio à gravidade: Que tal fazer manobras que equivalem a dez vezes a força da gravidade? É isso o que os pilotos podem encarar a cada prova do Red Bull Air Race. Este, aliás, é o limite permitido, pois acima disso, pode provocar desmaios. Este número é o dobro do que é visto na Fórmula 1.

Transmissão ao vivo: Para não perder nenhum movimento e acompanhar imagens incríveis de diversos ângulos, o Red Bull Air Race conta com transmissão ao vivo na internet.

Novidades: O calendário traz algumas atrações. Pela primeira vez na história, o campeonato terminará na Ásia. A famosa cidade de Cannes, na França, conhecida pelo Festival de Cinema, fará sua estreia no Red Bull Air Race, sendo palco da segunda corrida, em abril. Por fim, na abertura, em Abu Dhabi, haverá mudança no trajeto em relação à 2017, principalmente nos portões 6 e 7.

Combustível: Os aviões utilizam de uma gasolina especial de aviação, com muito mais octanagem do que a dos automóveis. Enquanto as aeronaves desfrutam de 100 octanas, os carros usam 87.

Peso: Por incrível que pareça, o peso mínimo de um avião de corrida, incluindo o piloto, é de quase 700 kg. Isto o torna mais leve que um Fórmula 1, que pode ultrapassar os 730 kg.

Pneu: De tão pouco utilizados e tamanha resistência, os pneus dos aviões duram por mais de uma temporada (são exigidos apenas por alguns instantes na decolagem e no pouso).

Pela Assessoria de Imprensa da Red Bull

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é piloto e Bacharel em Ciências Aeronáuticas. Formado em Design e Performance de Aeronaves pela California State University Long Beach e Segurança da Aviação pela Western Michigan University. Membro da AOPA e da AIAA.