Avianca, Air France, Delta e Iberia suspendem voos na Venezuela

A companhia colombiana Avianca, a francesa Air France, a americana Delta Airlines e a espanhol Iberia decidiram suspender todos os voos de e para a Venezuela. A situação de segurança no país é crítica e não aponta para melhora diante de um governo ditatorial.




A Avianca divulgou comunicado em seu Facebook, em que afirma que “diante das limitações operacionais registradas nas últimas horas, a Avianca se vê obrigada a suspender imediatamente suas operações na Venezuela, e não a partir do dia 16 de agosto como estava previsto. Isto inclui o fim das vendas de passagens nas rotas que conectam Caracas com Bogotá e Lima”. A companhia reiterou que irá devolver 100% dos bilhetes já reservados.

A Delta, por sua vez, não permite mais reservas para os voos 781 e 802, respectivamente ida e volta, da rota entre Atlanta e Caracas, operada pelo Boeing 737-700 da companhia. Segundo o site RoutesOnline, a companhia deve encerrar o voo no dia 23 de setembro.

Segundo a revista Airways Magazine, a Air France suspendeu os voos nos dias 28, 29, 30 e 31 de julho, e na terça dia 1º de agosto – dias nos quais o governo venezuelano proibiu a realização de protestos no país “para que não seja atrapalhado o processo eleitoral da nova Assembleia Constituinte”.




A Iberia cancelou o voo de último sábado, dia 28, também devido à constituinte, e segundo a assessoria de imprensa da companhia, o próximo voo que é na quarta dia 02, está mantido. A empresa opera três voos por semana entre Caracas e Madri.

Com a decisão da Avianca, apenas as companhias Wingo, Avior e TAME estão operando voos entre Venezuela e Colômbia, sendo que a TAME já suspendeu vendas pelo website e deve encerrar a rota em breve. Outras companhias estrangeiras que continuam a operar no país são a Air Europa, American Airlines, Copa Airlines, Cubana, LAW, TAP Portugal e Turkish Airlines.

Situação crítica

O principal motivo para a suspensão dos voos de diversas cias aéreas para a Venezuela nos últimos tempos é a clara crise financeira e as medidas anti-mercado do presidente e ditador Nicolás Maduro. O país passa por constante falta de abastecimento e falta de segurança. Mas o principal motivo o qual as aéreas pararam de operar para a Venezuela é o bloqueio da retirada de dinheiro por empresas estrangeiras, feito pelo governo venezuelano, impedindo que as aéreas tenham acesso ao lucro bruto gerado pelas passagens comercializadas em bolívares venezuelanos.

Há mais de um ano não existem mais voos entre o Brasil e a Venezuela. A Avianca também suspendeu voos no espaço aéreo venezuelano, medida normalmente tomada em situações de guerra. Veja abaixo a rota antiga e a atual feita pelos voos da Avianca:

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é piloto e Bacharel em Ciências Aeronáuticas. Formado em Design e Performance de Aeronaves pela California State University Long Beach e Segurança da Aviação pela Western Michigan University. Membro da AOPA e da AIAA.

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