Avianca e Azul são consideradas finalistas para aquisição da TAP Air Portugal.

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Embora a mídia brasileira pouco fale do tema, em Portugal a venda da TAP é pauta quase que obrigatória. As propostas de compra serão entregues até a próxima sexta-feira, dia 15 e o mercado português tem como certas somente duas propostas, a de German Efromovich, da Avianca-Taca e a de David Neeleman, da Azul.

Ambos executivos têm reuniões com diretores da empresa e representantes do governo ainda essa semana para tratar do assunto. Do lado do governo português, a intenção é escolher o vencedor até o final desse mês de maio. Outros grupos, inclusive a brasileira Gol, demonstraram interesse no negócio, mas o assunto esfriou e não deverá se traduzir em propostas.

A escolha do vencedor se baseará em três pilares: o plano de investimento na empresa portuguesa, o valor de repasse ao governo (que deverá ser quase zero, pois a situação de caixa da empresa portuguesa é ruim) e a capacidade de refinanciar a dívida da empresa. Além disso, o governo espera um plano estratégico robusto para a companhia aérea. Por essas exigências, acredita-se que os fundos de investimento que outrora demonstraram interesse, não devem entrar na disputa final (há quem diga, no mercado, que esses fundos devem se associar com Azul ou Avianca para viabilizar o processo de compra).

Em meio a esse cenário, protestos de funcionários da empresa aérea têm sido frequentes, eles são contra a privatização. Os pilotos da empresa fizeram uma grande greve no começo de maio, que durou dez dias e consumiu alguns milhões de euros do caixa da companhia. Só precisamos esperar mais alguns dias para ver o capítulo final desse filme (será?).

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