Boeing promove debate sobre a participação das mulheres na indústria aeroespacial.

Suzanna Darcy-Henneman, piloto de 777 – Foto Boeing


A maior e mais importante feira dos setores de Defesa e Segurança da América Latina, a LAAD 2017, será palco de discussão sobre a participação das mulheres na indústria aeroespacial. Reunindo engenheiras e lideranças femininas das principais empresas do setor, o painel “Mulheres na Defesa e Aviação”, realizado em 4 de abril a partir das 14h, promoverá um debate acerca do papel delas no desenvolvimento e evolução da indústria de defesa e segurança e sobre a estruturação de políticas e ações que promovam o ingresso de engenheiras e profissionais de áreas correlatas no setor.




Promovido pela Boeing, o painel será moderado por Donna Hrinak, presidente da companhia para a América Latina. Também participam do painel Cristine Mendonça, vice-presidente da unidade da Embraer em Gavião Peixoto (SP); Claudia Carvalho, diretora de planejamento da GE Celma; e Jacqueline Renée Finch, comandante da Marinha dos Estados Unidos.

“Como em outros segmentos da sociedade, é fundamental estimular debates e iniciativas que promovam a maior participação das mulheres e que, sobretudo, garantam a elas condições iguais às de seus pares do sexo masculino”, comenta Donna Hrinak. “Parte do desafio passa necessariamente pela educação e por um trabalho muito próximo às escolas e universidades a fim de garimpar talentos que possam contribuir com a indústria aeroespacial”, complementa.

Dados compilados pelo DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em parceria com a Confederação Nacional dos Metalúrgicos indicam que, no Brasil, o total de mulheres atuando na indústria aeroespacial representa 13,7% do total de trabalhadores.

Iniciativas no mercado de aviação

Como meio de estimular a maior participação de mulheres na indústria aeroespacial, a Boeing realiza palestras e ações em escolas e universidades em todo o mundo a fim de apresentar as oportunidades e desafios do setor e a relevância do sexo feminino para a evolução da indústria. Nos Estados Unidos, a fabricante também mantém um departamento específico voltado para a promoção de ações que estimulem a maior participação de mulheres na aviação e indústria aeroespacial.

Na GE, a meta é ter mais 20 mil mulheres em funções relacionadas à ciência, tecnologia, engenharia e matemática até 2020, no mundo todo. O objetivo é obter uma representação feminina de 50% em todos os programas de nível técnico da companhia. O programa, lançado em fevereiro deste ano, é uma estratégia necessária para criar o senso de urgência que a GE deseja para lidar com o desequilíbrio de gênero existente nos campos técnicos e transformar totalmente a companhia em uma empresa digital industrial. Isso porque a GE acredita que os trabalhos do futuro em plantas digitais e laboratórios de ciência de alta tecnologia vão exigir mais flexibilidade, criatividade e rápida resolução de problemas do que nunca – tudo o que equipes diversas e interdisciplinares são capazes de realizar.

Agenda
Evento: LAAD 2017
Local: Riocentro, Rio de Janeiro (RJ)
Data: de 4 a 7 de abril
Painel Boeing: Mulheres na Defesa e Aviação
Local: Auditório – Hall 2 – Mezanino 2
Data e horário: 4 de abril, a partir das 14h

7 Comments:

  1. Não consigo entender o que ainda se tem a debater tanto faz na área aeroespacial, terrestre, lunar, marítima que seja a mulher é tão competente quanto o homem se Sá não for mais… Ridículo isso.

  2. Promover a igualdade de gênero é um dos nossos pilares. Para equilibrar essa balança no setor aeroespacial, a GE já deu seus primeiros passos e trabalhamos para que até 2020 tenhamos 20 mil mulheres nos cargos de STEM. Quer saber como? Olha só: http://www.gereportsbrasil.com.br/post/158073343104/construindo-o-futuro-meta-da-ge-%C3%A9-preencher-a #GirlPower #dáparafazer #avgeek ‍✈️