As cargueiras nacionais que operaram nos últimos 30 anos em Guarulhos.

PR- IOD (6)

Por Guarulhos passam milhões de passageiros por ano e isso todo mundo já sabe. O que nem todos sabem é que o maior aeroporto do Brasil também possui grande vocação para a carga aérea.

São dezenas de voos semanais dedicados especificamente a esse fim, sem contar os aviões de passageiros, que são também grandes responsáveis pelo movimento cargueiro do aeroporto.

Lembrando que outras cargueiras como Vaspex, VarigLog e Aerobrasil, já foram pautas em artigos anteriores, mais especificamente naqueles que contam as histórias de suas controladoras (não deixe de ver!).

A coleção é curada por Benito Latorre e tem nosso agradecimento aos autores das fotos, que concordaram em ceder as imagens para esses álbuns.

 

Do século passado

Nos anos 80 e 90, muitas empresas se aventuraram no competitivo mercado da carga aérea. Atendendo aos Correios ou negociando outros contratos, elas buscaram seu lucro voando pelos quatro cantos do país (e algumas pelo mundo).

As aeronaves preferidas das empresas eram o Boeing 707 e o Douglas DC-8, as quais continuaram até meados dos anos 2000. Dessa relação de empresas abaixo, infelizmente nenhuma sobreviveu até os dias de hoje.

 

Começo dos 2000

Empresas que fizeram parte do movimento até 2010. Embora algumas empresas continuem em operação, o mosaico abaixo prioriza aquelas que começaram a ser frequentes no aeroporto durante a década passada.

As duas que mais marcaram foram a Beta, com seus DC-8 de vários tamanhos (e alguns 707) e a Skymaster, com aeronaves do mesmo modelo. Além delas, tivemos a Brasmex, de passagem breve por céus guarulhenses. A Total, com uma frota de Boeings 727 é a única delas que continua em operação.

 

Década atual

Seguindo a mesma lógica dos mosaicos anteriores, nessa parte do artigo mostramos as empresas de carga que estão marcando a década atual, no momento em que o aeroporto de Guarulhos completa 30 anos.

Talvez seja o período mais prolífico da carga aérea brasileira, com centenas de voos semanais pelo Brasil. As empresas estão mais especializadas e mais profissionais, seus times técnicos e comerciais estão conseguindo desatar nós e prestar exatamente o serviço que cada cliente precisa.

Vemos o Correio continuar como grande demandante de serviços de carga aérea, sobretudo da empresa RIO, que realiza boa parte da rede postal noturna e encontra-se em franca expansão. Também observamos as empresas tradicionalmente de passageiros reforçarem seus braços de carga, com a aquisição de aeronaves específicas para esse fim, que é o caso da TAM e da AVIANCA.

Do grupo abaixo, a Ata, a Taf e a MTA já deixaram de operar.