CEO da LATAM: É necessário reduzir impostos para aviação na América Latina.

A350 LATAM laranja

O crescimento das companhias aéreas na América Latina será frustado a não ser que os governos aliviem a carga tributária para aéreas e passageiros, disse o CEO da LATAM, Enrique Cueto.

Em uma conferência no Fórum para Líderes de Companhias Aéreas, realizado na Cidade do México pela Associação de Transporte Aéreo da América Latina e Caribe (ALTA), o CEO Cueto disse que as empresas na região fizeram grandes avanços na eficiência, segurança e oferta de passagens baratas – resultando num boom de tráfego de 100 milhões para 200 milhões de passageiros anuais em uma década – porém o próximo salto de crescimento não pode acontecer sem uma mudança de atitude dos governos sobre a aviação.

Os governos latino-americanos “pensam que os passageiros são ricos”, disse Cueto, “Porém agora os passageiros são leigos, a maioria deles está voando pela primeira vez. Nós não queremos que o governos nos dê subsídios, nada disso. Porém mais de 50% do preço de uma passagem aérea em alguns países da região são feitos de taxas e impostos governamentais. Às vezes as taxas têm o mesmo preço da passagem aérea em si. Se este for o caso, nós não vamos a lugar nenhum em termos de crescimento, temos que ser inteligentes” complementou.

“Se nós quisermos novamente dobrar o tamanho da indústria em termos de número de passageiros, nós temos que pensar que isso é uma indústria de serviço público. Porém os governos pensam que se alguém voa de avião, eles têm dinheiro e devem ser taxados por isso”, afirmou Cueto.

O CEO também atentou ao fato de que em torno de 10 a 15 anos atrás, as empresas latino-americanas eram afetadas por problemas de segurança, e agora estão entre as primeiras em segurança no mundo. “Por três anos consecutivos, nós tivemos um recorde de zero fatalidades na aviação comercial. Isso é histórico e demonstra uma completa mudança”, complementou Cueto.

Ele disse que os investimentos de grandes companhias aéreas em empresas da região – incluindo o investimento da Qatar Airways na LATAM, o da Delta na Aeroméxico e GOL, e o da United na Azul – demonstram o nível de respeito global que as aéreas latino-americanas conquistaram.

“Os impostos vão direto para o consumidor”, explicou o CEO. “A indústria na região já fez a sua parte. Porém se não conseguirmos que os governos reduzam os impostos, não conseguiremos continuar a crescer. Se dobrarmos o número de passageiros novamente, será um grande benefício para a economia da região”, finalizou Cueto.
Adaptado da ATW Online.

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é piloto e Bacharel em Ciências Aeronáuticas. Formado em Design e Performance de Aeronaves pela California State University Long Beach e Segurança da Aviação pela Western Michigan University. Membro da AOPA e da AIAA.

4 Comments:

  1. Uma redução no valor do combustível. Colocando-o no mesmo patamar do valor internacional. Daria pra reduzir os custos operacionais, baixar o valor das passagens em mais de 30% e ainda salvar o lucro das empresas.

  2. Países´cujos governantes mais pensam em arrecadação sempre serão um problema não só para a aviação, mas para todos os setores cansados de carregar esse peso nos ombros.

  3. tem razao..so nao pode é querer tirar vantagens em cima dos tripulantes..querendo inclusice reduzir salarios..uma vergonha..

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