Charters em GRU, por que nem só de voos regulares vive o aeroporto.

PR- BRW (2)

É hora de darmos continuidade em nossa ‘programação normal’ e, como havíamos prometido, aos poucos vamos retratando todo o movimento do aeroporto de Guarulhos nas últimas décadas. Nesse capítulo, trazemos a maior parte do movimento charter (fretamento) brasileiro nos últimos tempos.

Poucas dessas empresas abaixo voaram regularmente, a maior parte trabalhava em conjunto com agências de turismo, empresas, times de futebol e etc. Quem tem mais de 30 anos se lembra de várias delas, algumas com slogans famosos. Para citar algumas empresas que fretavam esses aviões abaixo, podemos incluir a Viagens Costa (“você viaja, você gosta!) e a Tia Augusta turismo (que levou muitos pequenos brasileiros para a Disney).

A curadoria dessa coleção é de Benito Latorre. Aprecie e relembre que nem só de voos regulares vive um aeroporto.

 

 A primeira charter.

Tendo operado de 1993 a 1995, a Air Vias foi a primeira empresa exclusivamente charter do Brasil. Durou pouco tempo, mas voou muito!

As rotas mais voadas pela empresa incluíam as ligações entre o sudeste e o nordeste brasileiro. Países do Caribe também fizeram parte de seus destinos fretados.

Um dos Boeing 727 da Air Vias serviu à empresa Taba (Transportes Aéreos da Bacia Amazônica), mas por um curto espaço de tempo.

 

Meados dos 1990.

A FLY foi uma das empresas charter que mais duraram, foram 10 anos de vida entre 1995 e 2005. Nesse tempo, a empresa aproveitou a boa onda do turismo para o Nordeste e Caribe, inclusive chegou a se aventurar em voos regulares. No entanto sua sorte mudou no fim dos anos 90 com a crise cambial.

Ao todo, quatro Boeing 727-200 voaram na empresa, sendo que um deles, já completamente deteriorado, continua à mercê do tempo no aeroporto de Guarulhos.

A empresa Skyjet, posteriormente Transair International, tinha sede em Antígua e Barbuda, mas fazia voos fretados no Brasil também, inclusive com aeronave de matrícula brasileira. Uma curiosidade é que um dos DC-10 da empresa era ex-Varig.

 

“Deixa a gente te levar, de B R A”.

Quem tiver mais de 30 e não lembrar desse slogan, não morou no Brasil. A empresa foi uma das charters que mais investiu em publicidade. De 1999 a 2005, a empresa operou essencialmente voos fretados para operadores turísticos e, depois, certificou-se para operar voos regulares.

A empresa conseguiu investidores e teve a façanha de voar regularmente para 30 destinos com aeronaves Boeing 737 e 767. Em 2007, a empresa chegou a anunciar a compra de 40 Embraer 195 e seria a primeira operadora do modelo no Brasil.

Com a saída de investidores e a deterioração da situação econômica, não restou outra saída senão fechar a empresa, depois de um imbróglio que durou anos. Passaram pela frota da empresa 11 aeronaves.

 

A charter mais recente.

O site da Whitejets até hoje está no ar, mas a empresa já não voa mais. Com uma pintura moderna e com capital oriundo de um famoso grupo português, a empresa tentou emplacar voos fretados para o Nordeste brasileiro, além de outras parcerias.

Mas não deu, tendo voado pouco menos de três anos, seu principal acionista retirou as duas aeronaves de operação e cessou as operações charter da subsidiária brasileira.

4 Comments:

  1. Air frias… Nossa do fundo do baú! !

  2. Só um detalhe, o PP-OOO era um DC10-15, diferente dos DC10-30 da VARIG, a Transair não operou DC10 ex-VARIG. A Skyjet na Europa sim usou um na Belgica que era o PP-VMV, mas sem relação com as operações aqui, lá usou o prefixo N335SJ… e virou cargueiro rapidinho.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *