Companhias aéreas e aeroportos se preparam para ‘prever o futuro’.

Companhias aéreas e aeroportos estão investindo em tecnologias para ajudar a prever e preparar eventos futuros, de acordo com o The Future is Predictable, relatório publicado pela SITA, empresa que fornece TI para a indústria aérea. O documento descreve como os esforços estão sendo feitos para reduzir o custo estimado de US$ 25 bilhões em interrupções de voo para a indústria de transporte aéreo, aproveitando inteligência artificial, computação cognitiva, preditiva analítica e outras capacidades técnicas progressivas.

A análise da SITA revela que as ferramentas preditivas que usam inteligência artificial e computação cognitiva, provavelmente, serão adotadas pela metade das companhias aéreas e aeroportos nos próximos cinco a 10 anos. No entanto, alguns já estão experimentando modelagem preditiva, aprendizado através de máquinas e avaliação detalhada de dados. Esses esforços são principalmente focados em iniciativas que fornecerão aos passageiros informações mais relevantes sobre sua jornada para criar experiências mais transparentes e pessoais.

Nigel Pickford, diretor de estratégia de mercado da SITA, diz: “Há um desejo de remover tanta incerteza quanto possível durante a viagem. As companhias aéreas e os aeroportos estão se concentrando em tecnologias que os tornem mais sensíveis às questões de suas operações. Isso lhes permitirá melhorar seu desempenho e atendimento ao cliente. Na SITA, estamos canalizando o investimento em pesquisas específicas sobre o gerenciamento de interrupções. Nossa equipe de pesquisa em tecnologia, o SITA Lab, está desenvolvendo capacidades de alerta e previsão de interrupções usando feeds de dados específicos do setor e do público, como o Twitter, para ajudar a enfrentar esse enorme desafio e reduzir esse tremendo custo para a indústria”.

Durante 2017, o SITA Lab irá validar as previsões de atraso com companhias aéreas e aeroportos e espera completar até cinco testes com seus parceiros da indústria. A próxima etapa será incorporar seu algoritmo de previsão de atraso e alertas de interrupção nos serviços da SITA para a indústria de transporte aéreo.

No relatório, os principais aeroportos e companhias aéreas compartilham suas experiências, incluindo o Aeroporto de Gatwick (Reino Unido), onde uma experiência de passageiros sem paradas da chegada ao gate é o objetivo. Várias áreas diferentes da atividade aeroportuária são monitoradas para medir o desempenho e avançar na direção da previsão. Chris Howell, chefe de negócios de sistemas do Aeroporto de Gatwick, descrevendo o trabalho em Gatwick nesta área, disse: “Nós passamos de ‘Como fizemos?’ para ‘Como estamos?’ E agora também podemos responder ‘Como vamos fazer? ‘”

Como a inteligência artificial desenvolve a importância de manter o contato humano, isso não é perdido nas companhias aéreas e aeroportos. Na verdade, a combinação de pessoas e inteligência artificial é descrita como transformar a experiência de viagem. Em um estudo de caso da easyJet, a Alberto Rey-Villaverde, chefe da ciência de dados da easyJet, diz: “A IA e o elemento humano são mais poderosos do que a AI”.

A ciência da inteligência artificial está se desenvolvendo rapidamente e as companhias aéreas e aeroportos estão se voltando para a comunidade acadêmica para ajudá-los com ferramentas preditivas para combater as interrupções. O relatório da SITA discute pesquisas que estão sendo realizadas com cientistas da Universidade de Binghamton, Universidade Estadual de Nova York; Universidade de Nottingham como parte do consórcio PASSME, financiado pela União Europeia; Universidade Carnegie Mellon; Laboratório de Ciência de Dados da Universidade de Oxford, no Instituto de Matemática e Escola Universitária de Londres.

The Future is Predictable combina a experiência global da SITA e  estudos com comentários e estudos de caso de aeroportos e companhias aéreas que estão investindo nas últimas pesquisas e tecnologias. Entre os destaques estão: Aeroporto de Gatwick, easyJet, Brussels Airport Company, Delta Air Lines, Emirates, Aeroporto Internacional de Denver, KLM e Meridiana, além de perspectivas da Indústria Internacional de Transporte Aéreo (IATA) e Airports Council International (ACI).

Pela assessoria de imprensa da SITA.

André Le Senechal

Pesquisador apaixonado, piloto privado. Aluno de Aviação Civil na Anhembi Morumbi. Respira o ar do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Assíduo praticante de Plane Spotting e Simuladores de voo.
  • só duas frases …investimento aviaçao regional e investimento na infraestrutura