FAA propõe aumentar requisitos de treinamento de pilotos em comando.

boeing-777-pilot-1200x600

A FAA, agência reguladora da aviação norte-americana, está propondo uma elevação no desenvolvimento profissional dos pilotos de linha aérea dos Estados Unidos para garantir que atinjam os padrões de procedimentos e condutas preventivas que influenciam em redução de casos de erros. A nova regra exigiria treinamentos orientados em liderança e comando para os comandantes, bem como o estabelecimento, dentro de cada companhia aérea, de um comitê para desenvolvimento, administração e vigilância dos programas de orientação aos pilotos.

“Pilotos possuem uma enorme responsabilidade em relação à segurança de seus passageiros e tripulação”, disse Michael Huerta, Administrador da FAA. “Temos alguns dos melhores pilotos do mundo e deveríamos tomar vantagem da riqueza de experiência deles para ampliar os padrões profissionais e disciplinares no cockpit.”

O “Comunicado de Proposta de Alteração de Regra” (Notice of Proposed Rulemaking) sugerido pela FAA forneceria aos novos pilotos a serem contratados uma oportunidade de observar e se familiarizar com procedimentos de operações de voo antes de começar a integrar uma tripulação. A FAA passaria a exigir que as companhias aéreas revisassem seus requisitos para pilotos que buscam a posição de comando, fornecendo os treinamentos de liderança, bem como estabelecendo o Comitê de Desenvolvimento Profissional composto por pelo menos um gerente e um piloto.

Após o acidente com o voo 3407 da Colgan Air em 2009, cujas investigações apontaram como causa a má resposta da tripulação sobre um aviso de estol, empresas aéreas e sindicatos responderam à “Chamada de Ação” (Call of Action) da FAA e prometeram empenho para implantar padrões profissionais e comitês éticos, um código de ética, e assembleias de gestão de riscos à segurança.

Hoje essa proposta da FAA chega para responder ao Ato de Extensão da Segurança das Empresas Aéreas, de 2010, que direcionou a FAA a emitir uma regulamentação para guiar o desenvolvimento profissional, a liderança, e a orientação de pilotos de linha aérea. Responde também às recomendações do NTSB (National Transportation Sefaty Board, o órgão de investigação de acidentes dos EUA) sobre profissionalismo de pilotos, liderança e adesão à regra de cockpit estéril, que proíbe pilotos de envolverem-se com qualquer atividade que possa distraí-los durante fases críticas de voo ou interferir com sua obrigação profissional.

A FAA receberá comentários sobre a proposta durante um período de 90 dias após a publicação no Registro Federal norte-americano.

 
Informações da FAA.
 

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é assessor de editoria do AEROIN.

14 Comments:

  1. Parece q brasil quer restringir só para aqueles com grana…… mas só q ja é… para ser piloto comercial tem q ter dinheiro… .. curso superior fica quase impossível para as classes baixa…

  2. Devido ao grande advento da automação, cada vez mais a aviação está exigindo pilotos líderes e com consciência situação apurada para uma rápida tomada de decisão assertiva.
    Apesar de toda a tecnologia envolvida, ainda é extremamente necessário um profissional para gerenciar todos os aspectos, e os “pilotos práticos” estão cada vez mais perdendo espaço.

  3. O Brasil como sempre, anos luz atrás dos EUA na aviação…

  4. Ridículo o circo que a FAA vem fazendo… Resolveram o problema de fadiga que derrubou o Colgan em Buffalo, com o aumento das horas para sentar na cabine de uma regional. Espero mesmo que faltem pilotos para se darem conta que aviação é feita com profissionalismo e pesquisa e não de opinião pública!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *