FAA testa Sistema de Detecção de Drones do FBI no JFK.

FAA UAS Drone

A FAA (Federal Aviation Administration, agência reguladora da aviação norte-americana) e seus parceiros governamentais, acadêmicos e da indústria reuniram forças para avaliar tecnologias de detecção de drones no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, o JFK, em Nova York.

Nos últimos dois anos a FAA recebeu numerosos reportes de pilotos e moradores a respeito de drones, ou Sistemas Aéreos Não-tripulados (UAS – Unmanned Aircraft Systems na nomenclatura usada pela FAA), nos arredores de alguns dos mais movimentados aeroportos do país, incluindo o JFK.

Há meses a FAA realiza um intensivo programa de conscientização e cadastramento de operadores UAS, que resultou em dezenas de milhares de usuários cadastrados, e agora a agência estuda meios de detectar ações que ofereçam riscos à segurança da aviação.

“Enfrentamos diversos desafios à medida que fazemos a integração da crescente tecnologia UAS em nosso complexo e altamente regulamentado espaço aéreo”, disse Marke “Hoot” Gibson, assessor sênior da FAA para a integração UAS. “Esse empenho no JFK reflete o comprometimento com a segurança por parte de todos os envolvidos”.

Iniciando no dia 2 de Maio, a FAA conduziu avaliações no JFK para estudar a efetividade do sistema de detecção de UAS do FBI (Federal Bureau of Investigation) no ambiente de um aeroporto comercial. Cinco diferentes UAS de asas fixas e rotativas participaram da avaliação, e aproximadamente 40 testes independentes foram realizados.

Os testes no JFK envolveram a colaboração extensiva entre agências governamentais, e cooperação acadêmica e da indústria. Os testes foram complementares a pesquisas realizadas anteriormente nesse ano no Aeroporto Internacional de Atlantic City.

Além da FAA e do FBI, outras agências uniram forças nos estudos, incluindo o Departamento de Segurança Interna (DHS), Departamento de Justiça, Escritório de Advocacia do Distrito de Queens e a Autoridade Portuária do Nova York e Nova Jersey. O DHS e o FBI têm por objetivo a aplicação das leis aos operadores de UASs não autorizados, e a missão da FAA é fornecer um ambiente seguro e eficiente para ambos os tráfegos aéreos, tripulados e não tripulados.

“Nós aplaudimos o FBI e a FAA por seus esforços em detectar e rastrear Sistemas Aéreos Não-tripulados (UAV)”, disse Thomas Bosco, Diretor de Aviação da Autoridade Portuária. “Esperamos com entusiasmo poder continuar apoiando os esforços do Governo para identificar e implantar contra-medidas para neutralizar ameaças provenientes do UASs irregulares”.

O time que avaliou o sistema de detecção do FBI também contou com contribuições de um dos seis sítios de testes de UAS designados pela FAA. O sítio de testes do Aeroporto Internacional de Griffiss em Rome, NY, forneceu sua experiência em planejamento de testes individuais e também o comandante de voo dos testes e dois dos UAS utilizados.

A lei orçamentária do Ano Fiscal de 2016 determina que a FAA continue realizando pesquisas sobre detecção de UAS em ambientes aeroportuários. A agência continua formulando estratégias envolvendo outras agências para avaliação de sistemas de detecção em uma variedade de ambientes aeroportuários.

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é assessor de editoria do AEROIN.