FIDAE 2016 atrai milhares de pessoas e Brasil é destaque.

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A 19ª edição da FIDAE mais uma vez consolidou-se como a maior e mais importante feira aeronáutica da América Latina. Neste ano cerca de 670 expositores de 40 países marcaram presença. O Brasil se destacou com um pavilhão exclusivo, tornando-se um dos maiores da feira.

A FIDAE é considerada o primeiro passo para as exportações de produtos e serviços relacionados a defesa e segurança, e ao mercado da América do Sul. Dentre as áreas potenciais para negócios estão: radares, armas não letais, aeronaves de treinamento, sistemas de simulação, proteção cibernética, mísseis, aviação militar, embarcações de patrulha e veículos blindados, entre outros.

A feira é um dos principais destinos para aqueles que desejam investir em negócios de Defesa e Segurança. Com mais de 35 anos de existência, o evento reúne expositores e possíveis parceiros em potencial, vindos dos cinco continentes. Estreitar o contato com tais empresas e representantes governamentais é o grande objetivo dos empresários brasileiros.

 

 

Dentre as empresas brasileiras participantes estão desde o BNDES, que apresenta as principais ferramentas de apoio à exportação, até a gigante EMBRAER, passando por dezenas de pequenos e médios negócios, que aliás são foco atual da ABIMDE – Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa.

“O crescimento da indústria nacional também está aliado diretamente ao investimento e ao apoio às pequenas e médias empresas. Precisamos fortalecer a cadeia de fornecimento. São as pequenas empresas que constituem a base para um projeto efetivo de longo prazo para o Brasil. Ainda temos muita margem de crescimento. Precisamos apenas investir de maneira criativa, correta e estratégica.”, garante o vice-presidente da ABIMDE. “Nossos planos e metas são grandes e queremos cumpri-los. Um deles é justamente chegar à vigésima edição da FIDAE, em 2018, com o KC-390 entre nossas atrações, pronto e operante”.

Um sucesso garantido em muitos eventos, inclusive na FIDAE 2016, é o mockup do Gripen NG da sueca SAAB, caça multifuncional adquirido pela Força Aérea Brasileira (FAB) que está em fase final de montagem e com previsão de voo ainda para este semestre. Projeto estratégico para a FAB, a aquisição da aeronave representa ainda a aquisição de conhecimento e vários outros benefícios diretos para o Brasil.

 

 

“Um dos maiores retornos para o Brasil nessa parceria é o capital humano. Temos atualmente 55 engenheiros trabalhando conosco na Suécia. Em duas semanas, outros 30, além de suas famílias, seguem para o país. No total, serão 350 brasileiros até o final do processo do desenvolvimento conjunto em Linköping”, contabiliza Andrew Wilkinson, Diretor da Gripen Brasil.

Empresas como Embraer, AEL, Akaer, Atech, Inbra e Mectron devem enviar engenheiros para a sede da Saab em Linköping. Eles vão atuar no desenvolvimento da aeronave, gerenciamento de projeto, desenvolvimento de simuladores e certificação, dentre outras atividades. Com status de parceiro no projeto Gripen NG, o Brasil terá papel de protagonista no desenvolvimento da versão para dois pilotos e nos primeiros estudos de viabilidade do Sea Gripen, modelo com adaptações necessárias para operar a bordo de porta-aviões.

Após a temporada no exterior, esses engenheiros trabalharão em um prédio em Gavião Peixoto (SP), onde ficará a sede da SAAB no Brasil. A previsão é que tudo fique pronto em junho e que em novembro de 2016 já esteja em pleno funcionamento.

 

 

Em 2019, sairá da fábrica na Suécia a primeira aeronave para o Brasil. Das 36 unidades adquiridas, quinze serão produzidas no Brasil, com a última prevista para entrega em 2024. A Força Aérea da Suécia já encomendou outras 60 unidades do modelo. Ao todo, são 96 encomendas firmes, e a expectativa é aumentar os números com novas exportações.

Entre as atrações da indústria brasileira durante a FIDAE 2016, a EMBRAER promoveu um portfólio de peso, com o KC-390, nova aeronave de transporte tático/logístico e reabastecimento em voo da FAB, que está em fase de testes; e, principalmente, o A-29 Super Tucano, caça desenvolvido pela empresa que cumpre missões de defesa aérea, treinamento avançado, ataque leve, escolta, patrulha aérea de combate e formação de líderes da aviação de caça.

A aeronave turboélice incorpora os últimos avanços em aviônicos e armamentos e foi concebido para atender aos requisitos operacionais de uma aeronave de ataque tático. Outros países como Estados Unidos, Angola, Colômbia e Chile também operam o A-29. O Super Tucano foi, inclusive, o cartão de apresentação da Esquadrilha da Fumaça, já tradicional no evento, mas que realizou neste sábado (02), pela primeira vez em solo internacional, um show aéreo com a nova aeronave.

 

Luis Neves

É agente de turismo e acompanha a evolução da aviação brasileira desde o final da década de 80. Fotografa tudo o que voa e tem uma das maiores coleções de fotos de aviação do Brasil.

3 Comments:

  1. tomara que esse evento fique pequeno perto do evento no rio ano que vem.