Gesto de amor. Comandante doa rim para salvar vida de Comissária.

Foto feita pelo comissário Garret Scurr.

Existem as coisas normais que colegas de trabalho fazem para mostrar preocupação e apreço por seu próximo. Geralmente coisas do dia-a-dia como fazer o trabalho do colega quando ele tem alguma emergência na família, ajudando quando o outro tem mobilidade reduzida ou parabenizando por datas especiais.

E então, surge a história de uma funcionária que passará por uma complexa cirurgia para remover um rim, que será doado à sua colega de trabalho, salvando sua vida. Foi isso que a comandante Jodi Harskamp fez pela comissária Jenny Stanselambas da Alaska Airlines.

A comandante Harskamp passará pela cirurgia no dia 13 de março e, com o sucesso do transplante, garantirá uma nova vida à comissária Stansel, que tem lutado pela vida desde que seus rins deixaram de funcionar há dez meses.

Com apenas 38 anos, Stansel contraiu uma doença nos rins e já teve de passar por sete cirurgias, sete internações de emergência, e cinco estadas de longo prazo em hospitais, além das longas sessões de hemodiálise e das várias viagens à Seattle para tratamento.

Está está licença até o transplante, no entanto após a cirurgia ela terá a chance de voltar a ter uma vida normal e, assim, voltar a voar. A comandante doadora idem, em poucas semanas estará apta a voar as aeronaves da Alaska Airlines novamente.

Na verdade, a comandante foi uma de vários empregados que se voluntariaram para serem testados, a fim de verificar se possuíam compatibilidade de sangue para doar seus órgãos à comissária.

E doar requer uma boa dose de altruísmo. Ao se voluntariar para doação, a comandante se submeteu aos riscos de uma cirurgia e pós-cirúrgicos, após o transplante terá que limitar o sódio e proteína, eliminar o Ibuprofeno e evitar esportes muito radicais, que possam danificar seu outro rim.

Quando você tem muitas variáveis, a decisão fica mais difícil. Antes de decidir, ela fez uma pesquisa, conversou com dezenas de doadores de rim, sete deles pilotos, e todos puderam retornar ao trabalho após a recuperação da cirurgia.

Finalmente, ela decidiu que o risco valeria a pena, já que salvaria a vida de sua amiga. “Jenny é uma pessoa fabulosa, e eu quero vê-la andando por aí por um longo tempo”, disse a comandante.

Embora elas já fossem amigas, tendo voado e saído juntas muitas vezes, chamou grande atenção o fato de haverem vários candidatos a fazer o mesmo sacrifício pela comissária, mesmo não se conhecendo pessoalmente. O diretor do hospital em Seattle, onde Stansel fará a cirurgia, ficou surpreso ao ver a grande quantidade de “voluntários vivos”.

Harshamp disse ainda que quer compartilhar sua história a fim de inspirar outras pessoas a considerar a doação de órgãos. Somente nos Estados Unidos, há 100.000 pessoas na fila da doação de rins, disse ela. “Se isso inspirar somente uma pessoa, eu ficarei muito feliz”, completou.

Da Alaska Airlines

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.

14 Comments:

  1. Olha aí Mauricio Azevedo se tu fosse comissária de bordo

  2. Gléberton Igor e Lays Ariane é bem a cara dele fazer isso por vc

  3. isso sim que é ser solidário e amor de verdade

  4. parabéns o amor e a coisa mais linda que existe entre nos.

  5. Fredy Alex Koch Evandro Daniel Fuhr Cleiton Feltes

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