Grupo Emirates anuncia lucro recorde.

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O Grupo Emirates anunciou hoje que o ano fiscal 2015-16 foi seu 28º ano consecutivo de lucro e expansão comercial, encerrando-o com lucros recordes e em uma posição forte, apesar dos desafios globais e operacionais durante este período.

Durante o ano fiscal 2015-16, a Emirates e a dnata alcançaram novas capacidades e marcos de lucro, já que o Grupo continuou a expandir sua presença global e fortaleceu seus negócios por meio de investimentos estratégicos.

Divulgado hoje em seu Relatório Anual 2015-16, o Grupo Emirates registrou um lucro de AED 8,2 bilhões (US$ 2,2 bilhões) para o ano fiscal que terminou em 31 de março de 2016, um aumento de 50% em relação ao ano passado. A receita do Grupo atingiu o valor de AED 93 bilhões (US$ 25,3 bilhões), um decréscimo de 3% em relação ao resultado do ano passado. O saldo de caixa do Grupo aumentou fortemente para AED 23,5 bilhões (US$ 6,4 bilhões).

A Sua Alteza Sheik Ahmed bin Saeed Al Maktoum, presidente e diretor executivo da Emirates Airline e do Grupo, afirmou: “Emirates e dnata entregaram lucros recordes e sólidos resultados de negócios, e continuaram a crescer durante 2015-16. Em um cenário cambial desfavorável que modificou nossas receitas e lucros, um ambiente econômico global incerto marcado por uma queda no consumo e no investimento e por uma instabilidade sócio-política em várias regiões do mundo, a performance do Grupo é testemunha do sucesso de nosso modelo de negócios e estratégias.”

“Nossos investimentos para desenvolver nossa equipe e assegurar nossa performance comercial nos deram a chance de reagir agilmente aos desafios e oportunidades que cada ano nos traz. Em 2015-16, o Grupo coletivamente investiu mais de AED 17,3 bilhões (US$ 4,7 bilhões) em novas aeronaves e equipamentos, aquisição de companhias, facilidades, últimas tecnologias e iniciativas com a equipe. Estas iniciativas constroem bases fortes para nós, alargam a nossa vantagem competitiva e aceleram o nosso progresso em relação aos objetivos de longo prazo”, adicionou ele.

A base de colaboradores do Grupo nas mais de 80 companhias subsidiárias aumentou 13%, registrando mais de 95 mil pessoas representando mais de 160 diferentes nacionalidades.

“Olhando para o próximo ano, é esperado que os preços baixos do petróleo continuem a ser uma faca de dois gumes – um benefício para os nossos custos operacionais, mas um dano para o negócio global e a confiança dos consumidores. A força do dólar perante grande parte das outras moedas continuará a ser um desafio, assim como a ameaça do protecionismo em alguns países. De todas as formas, entramos em um novo ano fiscal confiantes, apoiados por um bom balanço, sólido histórico, diversificado portfólio global e com talento internacional. Vamos continuar evoluindo e aumentando o nosso negócio e a trabalhar ainda mais para atender e superar as expectativas dos nossos clientes”, afirmou o Sheik Ahmed.

Em linha com o lucro global, o Grupo declarou um dividendo de AED 2,5 bilhões (US$ 681 milhões) para a Corporação de Investimento de Dubai.

Performance da Emirates
A capacidade de passageiros e de cargas totais da Emirates ultrapassou a marca de 56 bilhões para 56,4 bilhões ATKMs (Available Tonne Kilometres) no final de 2015-16, concretizando sua posição como a maior companhia aérea do mundo. A Emirates aumentou sua capacidade durante o ano para 5,5 bilhões de ATKMs, 11% a mais que 2014-15.

A Emirates recebeu 29 novas aeronaves, seu maior número durante um ano fiscal, incluindo 16 A380s, 12 Boeing 777-300ERs e um Boeing 777F, registrando o total de 251 aeronaves no final de março.

Ao mesmo tempo, nove aeronaves foram eliminadas, mantendo a idade média da frota abaixo de 74 meses ou cerca de metade da média da indústria de 140 meses. A companhia aérea se mantém como a maior operadora do Boeing 777 e A380 – ambas aeronaves são as mais modernas e eficientes de grande porte em operação atualmente.

Com a entrega da nova frota, a Emirates lançou oito novos destinos para passageiros: Bali, Bolonha, Cebu, Clark, Istambul (Sabiha Gökçen), Mashhad, Multam e Orlando; e dois novos destinos cargueiros: Columbus e Ciudad del Este. Também foram adicionados novos serviços e capacidades para 34 cidades de rotas já existentes pela África, Ásia, Europa, Oriente Médio e América do Norte, oferecendo mais opções de escolha e conectividade aos clientes.

Com uma significante desvalorização da moeda em relação ao dólar norte-americano e os ajustes de tarifas após a redução dos preços dos combustíveis, a receita da Emirates caiu 4% para AED 85 bilhões (US$ 23,2 bilhões). O aumento incessante do dólar em relação às moedas da maioria dos principais mercados da Emirates teve um impacto de AED 6 bilhões (US$ 1,6 bilhão) nas receitas da companhia aérea e um impacto de AED 4,2 bilhões (US$ 1,1 bilhão) para o lucro da companhia aérea.

No entanto, os custos operacionais totais diminuíram 8% em relação ao exercício de 2014-15. O preço médio do combustível caiu durante o ano fiscal, apoiando a melhoria da linha de fundo Emirates. A fatura de combustível da companhia diminuiu 31% em relação ao ano passado, registrando AED 19,7 bilhões (US$ 5,4 bilhões). O combustível representa agora 26% dos custos operacionais, em comparação com os 35% em 2014-15 – mas continuou a ser o maior componente de custo para a companhia aérea.

A companhia conseguiu, com sucesso, o aumento da pressão competitiva em todos os mercados para registrar um lucro de AED 7,1 bilhões (US$ 1,9 bilhão), crescimento de 56% sobre o resultado do ano passado e uma margem de lucro de 8,4% – a margem mais forte desde 2010-11.

Com o recorde de 51,9 milhões de passageiros (aumento de 8%), a Emirates registrou a marca de 50 milhões de passageiros e alcançou a ocupação do assento (Passenger Seat Factor) de 76,5%. O declínio desta taxa, comparado aos 79,6% do ano passado, se refere ao aumento de 13% na capacidade de assento pela ASKMs (Available Seat Kilometres), e também em parte devido às incertezas econômicas e forte concorrência em muitos mercados.

O crescimento geral no tráfego de passageiros continua a demonstrar o desejo do consumidor em voar nas modernas aeronaves da Emirates e através das eficientes rotas por meio do hub Dubai. A qualidade premium dos assentos da Emirates nas emblemáticas aeronaves A380 superou a rede, destacando a popularidade dos produtos de alta escala da companhia aérea e do A380 entre os passageiros. Em 31 de março de 2016, a Emirates registrou 75 aeronaves A380 em sua frota, servindo um em cada quatro destinos da malha aérea.

Sob pressão por conta do enfraquecimento de todas as principais moedas contra o dólar, o lucro por passageiro caiu para 26,7 fils (7,3 centavos de dólar) por RPKM (Revenue Passenger Kilometre).

Para financiar o seu crescimento da frota, a Emirates levantou AED 26,9 bilhões (US$ 7,3 bilhões), usando uma variedade de estruturas de financiamento.

Entre os destaques de financiamento estão a entrada da Emirates em uma estrutura única de locação operacional híbrida, combinando bancos alemães e investidores institucionais com o débito islâmico em formato ‘Murahaba’ para financiar uma aeronave A380.

Na Ásia, a Emirates continua a entrar no mercado japonês para a estrutura Japanese Operating Lease (JOL) e Japanese Operating Lease with a Call Option (JOLCO) nas aeronaves A380 e Boeing 777-300ER durante o ano. A Emirates também fechou o primeiro contrato de arrendamento já operado em um A380, financiado inteiramente pelo mercado institucional coreano por meio de colocações privadas com um grupo de instituições financeiras não-bancárias. Estes negócios são alinhados com a estratégia da Emirates de procurar diversas fontes de financiamento e destacar as suas finanças sólidas e a forte confiança dos investidores no modelo de negócios da companhia aérea.

A Emirates fechou o ano fiscal com um novo recorde saudável de AED 14,1 bilhões (US$ 3,8 bilhões) de fluxo de caixa das atividades operacionais.

A receita gerada a partir das seis regiões da Emirates continua a ser bem equilibrada, com nenhuma região contribuindo com mais de 30% de todas as receitas. A Europa representa a região com maior receita com AED 24 bilhões (US$ 6,5 bilhões), 5% menos em relação a 2014-15. O Leste da Ásia e Australásia seguem próximas com AED 22,4 bilhões (US$ 6,1 bilhões), queda de 9%. A região das Américas bateu recorde registrando AED 12 bilhões (US$ 3,3 bilhões), aumento de 9%. A receita da África, do Golfo e do Oriente Médio caíram cada uma 3%, registrando AED 9,1 bilhões (US$ 2,5 bilhões) e AED 8,4 bilhões (US$ 2,3 bilhões) respectivamente; e a receita nas regiões Oeste da Ásia e Oceano Índico caíram 4%, registrando AED 7,6 bilhões (US$ 2,1 bilhões).

Alinhada com a proposição focada no cliente, a Emirates investiu mais de AED 80 milhões (US$ 21,9 milhões) no ano passado para instalar e operar a conectividade de bordo de toda a sua frota, que está agora com 70% de disponibilidade de Wi-Fi. A companhia aérea também lançou kits de ammenities renovados para os clientes da Primeira Classe e Classe Executiva, uma nova experiência para as crianças com os novos brinquedos a bordo, revelou um assento da Classe Executiva totalmente plano e reforçado para a sua frota 777-300ER e lançou seu A380 reconfigurado com duas classes com maiores telas de entretenimento de bordo pessoal na Classe Econômica. A Emirates também abriu novos lounges nos aeroportos de Tokyo Narita e Cape Town, elevando o número de lounges da Emirates no mundo todo para 39, tendo investido mais de US$ 352 milhões em seus programas de lounge desde deu início.

Para 2016-17, a Emirates anunciou novas rotas para Yinchuan e Zhengzhou, na China, Yangon, em Myanmar, e Hanoi, no Vietnam, além de upgrades na capacidade para destinos já existentes.

Emirates SkyCargo continua desempenhando um papel importante nas operações de expansão da empresa, contribuindo com 14% do total da receita de transporte da companhia aérea.

A divisão de cargos da Emirates reportou a receita de AED 11,1 bilhões (US$ 3 bilhões), declínio de 9% em relação ao ano passado, enquanto a tonelagem aumentou 6%, atingindo 2,5 milhões de toneladas em um mercado de frete aéreo que permanece desafiador, com os padrões de demanda em rápida mudança. Este ano, o rendimento de frete por Freight Tonne Kilometre (FTKM) diminuiu acentuadamente 16% – também impactado pela fraqueza da maioria das moedas.

Além da capacidade de belly-hold para novos destinos de passageiros da Emirates, a Emirates SkyCargo aumentou suas operações cargueiras na Cidade do México e lançou novos serviços cargueiros para Ho Chi Minh City (Vietnam), Ahmedabad (Índia), Columbus (EUA), Argel (Argélia) e Ciudad Del Este (Paraguai).

Durante o ano fiscal 2015-16, a Emirates SkyCargo oficialmente inaugurou seu terminal de carga construído propositadamente para as operações do cargueiro no aeroporto Al Maktoum International (DWC) e recebeu as entregas do Boeing 777F, totalizando 15 aeronaves: 13 Boeing 777Fs e dois Boeing 747-400Fs.

Performance da dnata

Em seu 57º ano de operação, 2015-16 foi o ano mais rentável da dnata, ultrapassando AED 1 bilhão (US$ 287 milhões) de lucro pela primeira vez. Com base em seus fortes resultados no ano anterior, a receita da dnata aumentou para AED 10,6 bilhões (US$ 2,9 bilhões). Os negócios internacionais da dnata representam hoje mais de 64% de sua receita.

Este aumento substancial de receita de 16% foi alcançado através de crescimento orgânico e reforçado pelo primeiro ano completo de operações do Grupo Stella, adquirido pela dnata Travel em outubro de 2014, durante o ano fiscal anterior.

Com base no recorde de investimento do ano passado, dnata continuou a lançar as bases para o crescimento futuro, investindo AED 585 milhões (US$ 159 milhões) para desenvolver sua equipe, instalações, tecnologia e novas aquisições.

Dentre os destaques do ano fiscal estão os novos negócios internacionais: negócios com a Aviapartner no Amsterdam Airport Schiphol, Ground Handling SPA em dois aeroportos em Milão e RM Ground Services no Brasil, estendendo a presença global da dnata para as Américas pela primeira vez.

A receita de operações aeroportuárias da dnata nos Emirados Árabes Unidos, incluindo aeronaves e cargo, aumentou 13%, alcançando os AED 2,9 bilhões (US$ 777 milhões). O forte aumento foi efeito do fim das obras no Dubai International Airport (DBX), que paralisou o aeroporto por 80 dias.

Alinhado com o crescimento da receita, o número de aeronaves gerenciadas pela dnata nos Emirados Árabes Unidos aumentou 12%, considerando que a movimentação de carga caiu 6%, refletindo a má fase da indústria de carga.

Dubai World Central agora responde por 24% das atividades de movimentação de carga dnata em Dubai. Durante este ano, a dnata iniciou as operações no Concourse D do DXB, com 3 mil pessoas treinadas para auxiliar os clientes em trânsito.

A divisão de Operações Internacionais de Aeroporto da dnata aumentou sua receita em 32% para AED 2,1 bilhões (US$ 571 milhões), por conta do aumento do volume de negócios e das empresas recém-adquiridas na Holanda e no Brasil. O número de aeronaves gerenciadas pela dnata cresceu 63% – para 178 mil – e o setor de cargueiros revelou um substancial crescimento de 46% – para 1,4 milhão de toneladas. Estes resultados estão relacionados aos benefícios obtidos pelos investimentos dos anos anteriores em novas instalações internacionais de movimentação de carga, principalmente no Reino Unido.

O catering da dnata registrou AED 1,9 bilhão (US$ 514 milhões) em sua receita, diminuição de 7%, principalmente por conta de um enfraquecimento significativo das principais moedas contra o dólar americano. O catering a bordo sustentou mais de 57 milhões de refeições a bordo durante o ano, um declínio de 1% por conta dos menores volumes na Itália.

A receita vinda da divisão de Travel Services da dnata acompanhou um forte aumento de 34%, registrando AED 3,3 bilhões (US$ 901 milhões) e agora representa o maior segmento de negócios na contribuição da receita da dnata. Isto está atribuído ao crescimento dos negócios com o Reino Unido através do impacto da aquisição do Grupo Stella em outubro de 2014, bem como com a integração do Group’s Destination & Leisure Management em Dubai e a unidade de distribuição de viagens Emquest.

O valor total da transação subjacente (TTV) de serviços de viagens vendidos aumentaram substancialmente em 20% registrando AED 11,7 bilhões (US$ 3,2 bilhões).

Em 2015-16, os custos operacionais da dnata aumentaram em 17% para AED 9,6 bilhões (US$ 2,6 bilhões), refletindo o impacto da integração das empresas recém-adquiridas, principalmente em suas operações de aeroportos internacionais e empresas de viagens. O saldo de caixa da dnata registrou um alto recorde de AED 3,5 bilhões (US$ 944 milhões), tendo crescido significativamente ao longo do ano passado, com suas novas aquisições. Estes novos negócios emitiram um fluxo de caixa de AED 1,4 bilhão (US$ 379 milhões) das atividades operacionais em 2015-16, o que representa um aumento de 31% desde o ano passado e também um novo recorde da empresa.

A força de geração de emprego da dnata aumentou, tendo agora aproximadamente 34 mil pessoas, um crescimento de 24% (o dado inclui os funcionários de suas empresas recém-adquiridas). Com a crescente presença internacional, a taxa de equipe da dnata com base nos Emirados Árabes Unidos caiu 48%.

O Relatório Anual 2015-16 do Grupo Emirates – incluindo Emirates, dnata e suas subsidiárias – está disponível em www.theemiratesgroup.com/annualreport.

Luis Neves

É agente de turismo e acompanha a evolução da aviação brasileira desde o final da década de 80. Fotografa tudo o que voa e tem uma das maiores coleções de fotos de aviação do Brasil.

3 Comments:

  1. Eles tbm recebem um subsídio lerdo do governo dos EAU.

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