Gulfstream avança em pesquisas para jato executivo supersônico.

Foto: NASA

Foto: NASA

A Gulfstream Aerospace continua buscando tecnologias que permitiriam o projeto e a construção de um Jato Executivo Supersônico (SSBJ – sigla em inglês). A companhia já registrou duas patentes para a diminuição dos efeitos do ‘sonic-boom’, fenômeno que ocorre ao ultrapassar a velocidade do som (Mach 1). Os executivos da Gulfstream também estudam formas de permitir o voo civil supersônico, já que existem legislações que impedem a prática.

A fabricante de jatos executivos baseada no estado da Geórgia, nos Estados Unidos, demonstrou avanços com testes no equipamento ‘Quiet Spike’, um nariz telescópico que poderia ser capaz de eliminar os efeitos do fenômeno. Os testes foram realizados na plataforma de um F-15 da NASA (foto). Anteriormente, estudos foram feitos ao redor da nacele do motor, superfície que teria grande impacto no barulho gerado pelo fenômeno supersônico.

A Gulfstream também registrou patentes de equipamentos capazes de transferir o combustível entre as asas, o que reduziria as forças de carga produzidas durante a passagem do Mach 1 e também poderiam diminuir o arrasto gerado.

 
AeroINCom informações do Aviation International News.
 

André Le Senechal

Pesquisador apaixonado, piloto privado. Aluno de Aviação Civil na Anhembi Morumbi. Respira o ar do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Assíduo praticante de Plane Spotting e Simuladores de voo.
  • Não seria mais fácil voltar com o concorde?

    • O Concorde é um projeto antigo, concebido em uma realidade que o tornava economicamente viável. Quando foi tirado de serviço, suas operações já não eram rentáveis, e o grave acidente sofrido pela Air France deixou uma imagem muito negativa sobre a aeronave.
      Hoje são necessárias novas tecnologias para que uma aeronave supersônica torne-se viável economicamente e supere também algumas barreiras regulamentares, como você pode observar na matéria acima.