IATA pressiona governos a assinarem acordo de controle de emissões de carbono.

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A Associação Internacional do Transporte Aérea (IATA) expressou otimismo em relação à assinatura de um acordo de redução de emissões de carbono na aviação – Carbon Offset and Reduction Scheme for International Aviation (CORSIA) – quando governos se reunirem para a 39ª Assembleia da Organização da Aviação Civil Internacional no final de setembro.

A minuta do texto de negociação para o CORSIA, publicado no último dia 2 de setembro, alinha-se de forma ampla com o anseio da indústria aeronáutica por um regime mandatório de compensação global de emissões de carbono, uma vez que tem como objetivo oferecer uma ferramenta de auxílio à neutralização do carbono no crescimento da indústria. Ao invés de ser mandatório desde o início, entretanto, o texto da minuta define um período piloto de implantação voluntária (2021-2027) após o qual a participação tornaria-se mandatória para todos os países elegíveis (2027 em diante).

“Estou otimista de que estamos à beira de um acordo histórico, o primeiro para um setor da indústria a nível global. A indústria da aviação preferiria um plano mais ambicioso do que o atualmente definido na minuta. Entretanto, o mais importante é que a essência do texto de negociação permitirá uma gestão significativa da pegada de carbono da aviação. As companhias aéreas apoiam esse plano e cobram que os governos o ratifiquem quando se reunirem na ICAO,” afirma Alexandre de Juniac, Diretor Geral e CEO da IATA.

A IATA encoraja os governos a comprometerem-se com sua participação voluntária o quanto antes. “No ano passado, o mais elogiado acordo de mudança climática de Paris foi uma combinação de medidas voluntárias as quais a vasta maioria dos países já comprometeu-se. Temos a expectativa de não menos do que isso como resultado da Assembleia da ICAO. A indústria está preparada. Realmente não existe motivo para governos não se voluntariarem. Efetivamente, Estados Unidos, China, Canada, Indonésia, México, Ilhas Marshall, e 44 países europeus já indicaram concordar com a participação. Agora é o momento para outros países corresponderem com sua liderança política, vindo à Assembleia determinados a participar, mesmo o plano sendo voluntário em seu estágio inicial,” disse Juniac.

“As companhias aéreas estão comprometidas com a responsabilidade ambiental. Mas atingí-la requer parceria com os governos. Isso é muito claro no desenvolvimento de uma medida global baseada no mercado, como é o caso da CORSIA. E o mesmo vale para as operações do dia-a-dia. As empresas estão investindo pesadamente em novas tecnologias, em desenvolvimento de combustíveis alternativos sustentáveis e em eficiência operacional. Nossa mensagem aos países presentes à Assembleia ICAO é que eles devem corresponder a nossos esforços. Esse é particularmente o caso de investimentos para modernizar a infraestrutura de navegação aérea, que trarão benefícios de custo-eficiência com a melhora do desempenho ambiental. Similarmente, incentivos governamentais para comercialização de combustíveis alternativos sustentáveis são críticos para destravar os benefícios ambientais e o crescimento da capacidade de produção com menores custos,” completa Juniac.

Da Assessoria de Imprensa.

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é assessor de editoria do AEROIN.

4 Comments:

  1. Olha a IATA aí Drielli Oliveira Valeria Mathias Honório Larissa Isis Jonny Mantovani

  2. Mais e o Dia Aeroin 2, falta muito? Ansiedade Monstra! Kkkkkk

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