Low-Costs argentinas não poderão cobrar menos que a Aerolíneas

Na Argentina as passagens aéreas das companhias low-cost (de baixo custo) não poderão ser vendidas por alguns dólares, como é feito em outros países. Uma antiga norma do país estabelece tarifa mínima para todos os voos de empresas aéreas.




A chamada “banda tarifária” foi estabelecida em 2002 no governo do presidente Eduardo Duhalde. No decreto 1654/2002 declarou-se estado de emergência do Transporte Aéreo, numa polêmica envolvendo seguros aeronáuticos durante a crise na aviação no pós 11 de setembro. Também neste decreto foram estabelecidos preços mínimos e máximos para todas as rotas domésticas na Argentina.

Desde então, segundo dados do portal AeropuertosArgentinos, os preços das passagens só aumentaram, principalmente nos últimos anos do governo da presidente Cristina Kirchner, que assim como o seu marido Néstor Kirchner, mantiveram a banda tarifária. Com a chegada de Maurício Macri à presidência argentina, empresários que pretendiam abrir novas empresas aéreas no país, como a FlyBondi e Avianca Argentina, pressionaram o governo para terminar a banda.

O governo Macri atendeu ao pedido de maneira parcial, e tirou o limite máximo das tarifas aéreas, que não tem seus valores mínimo e máximo atualizados desde 2014. A decisão foi bem recebida e atraiu quatro grandes companhias aéreas para o país, que só contava com a estatal Aerolíneas Argentinas como uma companhia de bandeira.

Adiantando a entrada de novos concorrentes, a então brasileira Isela Costantini, que foi CEO da Aerolíneas durante todo o 2016, alertou o governo sobre a “concorrência predatória” que estava por vir. O seu sucessor, Mario Dell’Acqua, manteve a posição que tem funcionado até agora para a empresa.

A briga pelo fim definitivo da banda tarifária ou pela manutenção da mesma está longe de acabar. A disputa também envolve as empresas de ônibus que disputam rotas com as empresas aéreas. Abaixo um infográfico com todos os preços mínimos de passagens aéreas na Argentina, produzido pelo periódico La Nacion com informações da Secretaria de Transporte:

Com informações do LA NACION, Rádio Mitre e AeropuertosArgentinos.com

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é piloto e Bacharel em Ciências Aeronáuticas. Formado em Design e Performance de Aeronaves pela California State University Long Beach e Segurança da Aviação pela Western Michigan University. Membro da AOPA e da AIAA.

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