Sem ninguém dentro: assim funcionará a nova torre do Aeroporto de Londres.

Airbus A318 da British Airways no aeroporto de London City chega de um voo de Nova Iorque. | Foto: BSIC

Imagine uma torre de controle em um aeroporto movimentado no coração de uma grande cidade. Seria um local de grande trabalho e movimentação de pessoal, correto? Não em Londres.




O Aeroporto de London City, que fica bem no coração da capital britânica, está instalando uma “torre de controle digital” que será operada por controladores em uma pequena vila inglesa a mais de 100km de Londres.

A nova torre irá usar 14 câmeras de alta definição e diversos sensores para prover uma visão de 360º do aeroporto. Imagens ao vivo e dados serão enviados aos controladores aéreos remotos de maneira super rápida e segura através de cabos de fibra ótica.

“O aeroporto de London City será o mais movimentado a utilizar essa tecnologia”, afirmou Paul Beauchamp, da NATS, órgão responsável pelo serviço de tráfego aéreo no país e que emprega os controladores. A tecnologia desenvolvida pela SAAB atualmente é utilizada em dois pequenos aeroportos na Suécia, e já foi demonstrada no Brasil na IBAS e também na FIDAE conforme divulgamos na época.

 

A administradora do aeroporto garante que as câmeras e as telas irão prover um nível de detalhe maior que o olho nu conseguiria perceber. Diversas telas irão mostrar tendências meteorológicas e a movimentação dos veículos.

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O aeroporto de London City é o mais próximo do centro da capital, e serve muitos passageiros de negócios.

A NATS garantiu que terá um sistema seguro para prevenir ataques de hackers. Serão três conexões exclusivas entre a torre e o centro de controle, uma para as operações normais e as outras duas serão de backup. A nova torre irá abrir em 2019 e nenhum dos controladores irá perder seu emprego, já que o trabalho continua, mas de um local remoto.

O Aeroporto de London City recebe 4,5 milhões de passageiros por ano, e possui uma pista curta (apenas 1.508 metros de comprimento) que limita as operações de jatos. Poucos modelos operam sem restrições, como o Embraer E190 e o Airbus A318, sendo que este último é utilizado para voos para Nova Iorque e, ao pousar de volta em Londres, faz uma aproximação única.

Adaptado da CNN Money. 

 

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é piloto e graduando de Ciências Aeronáuticas. Formado em Design e Performance de Aeronaves pela California State University Long Beach e Segurança da Aviação pela Western Michigan University. Membro da AOPA e da AIAA.

Um Comentário:

  1. Interessante! Mas não entendi o porque. Por que levar os controladores para um lugar remoto? Qual o objetivo disso?