O perigo dos rankings de métodos duvidosos!

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por Carlos Roman, de São Paulo

A notícia mais comentada do dia de hoje, caro leitor, foi a divulgação de um ranking emitido pelo site alemão Jacdec que supostamente lista, dentre as 60 maiores empresas aéreas do mundo, aquelas que são as mais e menos seguras. Recebi por vários meios essa informação, li em vários veículos e confesso que fiquei frustrado com a imprensa do Brasil.

O único veículo mais sensato em meio a uma avalanche de sensacionalismo foi o VALOR ECONÔMICO, que intitulou a reportagem como “TAM e GOL sobem no ranking das aéreas mais seguras”, mesmo assim o VALOR não se isenta do pecado que acometeu praticamente todos os sites de notícia do Brasil:: a falta de confirmação da fonte e a pobreza de explicações ao leitor.

Só o que notei foi o gosto com que as mídias brasileiras trataram o assunto, com requintes de crueldade, colocando nas capas de seus sites que a TAM e a GOL constavam de um ranking das menos seguras do mundo. Dano de imagem e de moral às companhias. Melhor teria sido se não fossem duas das 60 maiores do mundo, assim não seriam objeto de estudo dessa tal “consultoria”, nem estariam nesse tal “ranking”.

Esclareço, prezado, que a metodologia da Jacdec é duvidosa. Primeiro por que reduz seu ranking a um mínimo de 60 empresas, quando no mundo temos pelo menos 230 grandes empresas associadas à IATA. Outro ponto inexplicável na metodologia é que coloca a GOL, que só teve um acidente em sua história e que foi causado pela tripulação irresponsável da outra aeronave que colidiu com a sua, no mesmo patamar de outros acidentes notadamente de responsabilidade da tripulação. Por último, o ranking simplesmente ignora outras empresas com situações muito piores.

Meu pensamento é de indignação e de lamento! Ignorar não é uma opção e restará à ABEAR comentar, em nome da TAM e da GOL, sobre essa pesquisa precária e perigosa. Sobre a Jacdec, acesse o site deles e veja o “profissionalismo” com que tratam o assunto, tire suas conclusões também, caro leitor.

A foto acima retrata os donos da Jacdec, senhores J. Richter e C. Wolf, a foto está publicada no site da “consultoria”.

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