Participação de mulheres na aviação será tema de seminário no IBAS 2017.

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Durante muitas décadas a aviação foi um setor exclusivamente masculino, oferecendo pouca ou nenhuma oportunidade para as mulheres, que acumulavam em seu dia-a-dia apenas funções domésticas e familiares. Em 1910, a francesa Raymond Laroche se tornou a primeira mulher do mundo a conseguir uma licença de piloto, por conta de seus contatos com aviadores que a ensinaram a voar.

Apesar de algumas mulheres se destacarem fora do contexto doméstico, foi a Primeira Guerra Mundial que deu início a uma mudança cultural no papel das mulheres na sociedade, com seus maridos recrutados para a Guerra, as mulheres tiveram de se tornar provedoras de seus lares.

Muitas mulheres encontraram trabalho realizando a manutenção e limpeza de aeronaves, por serem consideradas mais cuidadosas e detalhistas, esta proximidade com os equipamentos despertou em muitas delas o desejo de voar.

Entre as aviadoras mais conhecidas estão: a americana Amelia Earheart, primeira mulher a voar sobre a América do Norte e a primeira mulher a voar sozinha sem parar através do Atlântico; e as brasileiras Theresa de Marzo e Anésia Pinheiro Machado, que receberam os primeiros brevês com um dia de diferença uma da outra, e Ada Rogato, primeira mulher a obter o brevê de piloto de planador e de paraquedista, e a terceira a conseguir a licença para operar aeronaves convencionais.

Mesmo com os grandes feitos das mulheres no setor e com as novas oportunidades no mercado, as brasileiras ocupam somente 1,88% dos assentos de comandantes e copilotos no país, e com apenas 0,8% do total de licenças válidas em relação aos homens nos dias atuais.

Para promover discussões a respeito do incentivo à participação das mulheres na aviação na América Latina, e reconhecer as pioneiras que trouxeram contribuições históricas para o setor, o IBAS traz o seminário Women in Aviation, no dia 31 de março de 2017.

O seminário é destinado a autoridades de governo e mulheres de diversos setores da aviação, como: pilotas, comissárias, mecânicas aeronáuticas e técnicas de manutenção, empreendedoras, administradoras de aeroportos, engenheiras e instrutoras, entre outras.

Recentemente uma notícia sobre a participação de mulheres na aviação ganhou o noticiário mundial, quando pela primeira vez na história duas irmãs se tornaram pilotos de Boeing 777.

Da Assessoria de Imprensa

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é piloto e Bacharel em Ciências Aeronáuticas. Formado em Design e Performance de Aeronaves pela California State University Long Beach e Segurança da Aviação pela Western Michigan University. Membro da AOPA e da AIAA.

4 Comments:

  1. Não é por nada mais da medo em…..kkkk vai se aparece uma barata a pilota pula do avião.. .kkkkk

  2. Tenho uma amiga cms que tem interesse em ser comandante de voo comercial.

  3. parabens,mulhres pequena, de oculos de 40 boa viagem vao com deus.