Relatório confirma: problemas com bagagens na aviação são cada vez mais raros.

A SITA, empresa de soluções de TI para o transporte aéreo, divulgou na última quinta-feira (04/05) a mais recente versão de seu relatório anual sobre o tema. As estatísticas confirmam a tendência verificada na últimas edições: a qualidade no manuseio das bagagens pelas companhias aéreas em todo o planeta tem se aprimorado consistentemente. Em 2016, a média mundial atingiu um mínimo histórico de problemas com os pertences dos passageiros: 5,73 falhas a cada mil passageiros embarcados (ou 0,00573%). Isso representa um aprimoramento de mais de 12% sobre o índice do ano anterior. Desde 2007 a diminuição dos problemas avançou mais de 70%.




O documento SITA Baggage Report 2017 não traz dados individualizados por países ou aeroportos, apenas para algumas grandes regiões. A ABEAR, entretanto, a partir da compilação dos números de suas empresas associadas, divulga os resultados do Brasil com a mesma métrica utilizada pela entidade estrangeira. No levantamento mais recente, referente ao ano de 2015, as aéreas brasileiras registraram 2,8 falhas no manuseio das bagagens a cada mil passageiros embarcados. Ou seja, o êxito das companhias nacionais é muito superior à média mundial. Assim como no restante do globo, o desempenho tem sido aprimorado ano a ano no país. Os números podem ser consultados no site Panorama da Aviação Brasileira (www.panorama.abear.com.br). Os dados atualizados da aviação brasileira, referentes ao ano de 2016, serão divulgados no início do segundo semestre, na próxima edição da publicação Panorama ABEAR.

Apesar do desafio brutal para a indústria do transporte aéreo – estima-se que a qualquer momento quase um milhão de pessoas estejam voandopelo planeta levando consigo seus pertences, e o número total de passageiros tem crescido rapidamente (já são quase 4 bilhões de passageiros/ano na aviação mundial), a meta de excelência na prestação dos serviços, e consequente redução dos custos com a resolução de problemas, inclui a máxima precisão no gerenciamento dos volumes despachados. Isso tem sido gradualmente alcançado graças à melhoria de processos, à união de esforços entre os agentes do setor e, principalmente, à incorporação de novas tecnologias. Para os próximos anos mais avanços são esperados com a entrada em vigor de uma resolução da IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) relativa ao rastreamento de bagagens do início ao fim da viagem.

O rastreamento das bagagens tem se revelado central para a diminuição das ocorrências. O Baggage Report 2017 aponta, mais uma vez, que a maioria absoluta (47%) dos problemas no manuseio das bagagens acontece durante a transferência dos itens em conexões (transferência entre aeronaves de uma mesma companhia ou entre aeronaves de diferentes companhias aéreas). Outras causas importantes estão relacionadas a erros na emissão do bilhete, questões de segurança e falhas no carregamento inicial.

Em termos regionais, o relatório da SITA revela que os problemas no manuseio de bagagens permaneceram mais frequentes entre as companhias europeias, com 8,06 ocorrências a cada mil passageiros em 2016. Entre as norte-americanas foram 2,7 ocorrências e, entre as aéreas asiáticas, o índice foi de 1,8 falhas.

Pela Assessoria de Imprensa da ABEAR. 

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é piloto e Bacharel em Ciências Aeronáuticas. Formado em Design e Performance de Aeronaves pela California State University Long Beach e Segurança da Aviação pela Western Michigan University. Membro da AOPA e da AIAA.

5 Comments:

  1. Lorrant Santos, Rodrigo Valentim e Patricia Bueno olhaí !!!

  2. Isso soh diminuiu por causa do SDU.

  3. relatorio? com dados estatisticos? sei nao… ja dizia meu professor: estatistica eh a maior piada dentro das exatas, deveria estar na linha de humanas! (e q comece a treta #paz)

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