A rotina de um hospital voador. Conheça o Orbis

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Texto: Carlos Roman e Orbis (adaptado)

Fotos: André Giron Bernaud e Orbis

 

UMA SEMANA TÍPICA NO HOSPITAL VOADOR

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Dia 1 – Triagem

Os médicos voluntários do ORBIS e os médicos locais vão se encontrar pessoalmente pela primeira vez. O ORBIS preza muito pelo contato entre os doutores para facilitar o processo de treinamento e maximizar a experiência de aprendizado. Frequentemente os doutores trocam e-mails antes do início do programa para discutir os casos, requerimentos para os treinamentos e quaisquer necessidades de recursos.

Os médicos locais terão preparado uma lista de aproximadamente trinta casos que eles não conseguem tratar – devido a falta de conhecimentos ou recursos. Os dois doutores verificarão sistematicamente cada um dos itens da lista de triagem.

Como normalmente há três parcerias de treinamento por semana, então o hospital recebe cerca de 100 pacientes e suas famílias durante o dia de triagem. Inevitavelmente as notícias de que os médicos estrangeiros estarão na região correm pela região e muitos outros pacientes irão aparecer, na expectativa de também serem atendidos. Se o tempo permite, todos os pacientes que chegam até o hospital são examinados independente de terem sido convidados ou não. Os voluntários no ORBIS e as equipes locais preparam diagnósticos para todos os pacientes. É um dia longo.

Os pacientes considerados os melhores casos para estudo e transmissão de conhecimento são selecionados para cirurgia; isso significa que nem todos os pacientes podem ser tratados a bordo do hospital, fazendo deste um dia emocionalmente carregado. Após definir quais pacientes serão operados, eles passam por uma avaliação dos anestesistas.

A agenda das cirurgias é preparada e os trabalhos são executados tanto a bordo do hospital voador quanto no hospital local.

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Dia 2 – Cirurgia

Uma das parcerias de treinamento será operada dentro do hospital voador, um hospital-escola completamente equipado a bordo de uma aeronave DC-10. A sala de operações é situada sobre as asas, que é a parte mais estável do avião e possui seis câmeras que projetam as imagens na sala de aula situada na frente da aeronave. Até 48 doutores podem assistir a cirurgia ao vivo e fazer perguntas aos médicos que participam das operações. Antes e após as cirurgias, os voluntários do ORBIS e as equipes locais se reúnem com os médicos participantes do treinamento, explicando tudo o que será feito e encorajando-os a questionar tudo o que não estiver claro.

A cirurgia começará com a equipe usando microfones, permitindo a discussão com a sala de aula. A cirurgia dura em média duas vezes o tempo que duraria normalmente, devido ao treinamento e a necessidade de transferir o conhecimento. No começo da semana, os médicos voluntários do ORBIS conduzem as cirurgias, porém no final da semana será a equipe local que liderará os trabalhos. Após terem se recuperado da anestesia, os paciente são encaminhados para o hospital local onde terminam o período de recuperação.

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Dias 3 e 4 – Pós-operatório / Palestras

Os médicos do ORBIS e locais conduzirão exames pós-operatórios em todos os pacientes tratados no dia anterior. Esse é o momento mais recompensador, quando as bandagens são removidas e os pacientes podem ver – muitos, pela primeira vez em após anos de escuridão.

No período da tarde os doutores podem realizar outras cirurgias ou darem palestras no hospital ou na universidade local.

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Dia 5 – Pós-operatório / Palestras

No último dia do programa de treinamento, os voluntários do ORBIS e os médicos locais performam exames pós-operatórios e dão palestras. Dependendo da estrutura do programa, algumas cirurgias também podem ser realizadas nesse dia, para as quais o pós-operatório acontece no dia 6.

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Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.

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