TECA de Goiânia tem 2016 positivo apesar da crise.

O terminal de logística de cargas do Aeroporto de Goiânia/Santa Genoveva fechou o ano de 2016 com cerca de R$ 650 milhões movimentados na importação de bens e mercadorias, incluindo o valor de seguro e frete, soma 3,08% superior à de 2015. O desempenho, em meio a um cenário de alta da cotação do dólar e redução da produção nacional, somente foi possível graças aos termos de acordo de fidelização firmados entre a Infraero e os clientes do Teca de Goiânia.

Em 2016, foram fechados 52 acordos comerciais com clientes estratégicos, para que eles utilizem continuamente os serviços da Infraero no segmento de logística de carga, contando com benefícios e tarifas exclusivas. Nessa linha, a empresa realiza prospecção e assessoria junto aos parceiros para apresentar facilidades, possibilidades de redução de custos e as vantagens que a nacionalização de mercadorias no Teca do aeroporto pode oferecer.

Com essa estratégia, a empresa conseguiu aumentar a quantidade de processos logísticos para os cinco maiores clientes do Teca, que passaram de 267 para 376 por ano. Quando se fala em valor agregado, os cinco maiores importadores movimentaram cerca de US$ 60 milhões após as fidelizações. “Esse salto de 25,8% nesses processos é resultado de uma linha de ação que envolve vantagens comerciais, inclusive tarifárias, para os clientes fidelizados. E os benefícios podem ser ainda melhores nos casos de mercadorias com maior valor agregado”, afirma o gerente de Logística de Carga do Aeroporto de Goiânia, Rafael Pedroso.

Imagem: Divulgação / Infraero.

Foi essa linha de ação que garantiu o crescimento do valor agregado, apesar de ter havido queda na movimentação de cargas por peso. Em 2016, foram importadas 4143 toneladas, sendo que em 2015 foram 4720. “Quando eu fidelizo um cliente, a minha meta é de empatar ou superar o valor movimentado. Isso se deve à carteira de benefícios disponíveis para utilizar os complexos logísticos da Infraero, seja para nacionalizar as cargas ou apenas armazená-las, minimizando a movimentação para desembaraço em zonas secundárias. Assim, há redução de custos e ganhos com tempo de entrega e atendimento de demanda”, explica Rafael.

Outra característica da fidelização é a liberdade que os terminais têm para definir suas estratégias. No caso de Goiânia, cuja vocação está voltada para produtos farmacêuticos e hospitalares, os benefícios para os clientes desses segmentos se baseiam na forte presença de empresas instaladas na capital e em Anápolis

Atualmente, a movimentação cargueira do Aeroporto Santa Genoveva ocorre por meio das aeronaves comerciais regulares, mas também é possível nacionalizar cargas de origem marítima. Já o Terminal de Logística de Carga oferece estrutura para atender a importação e exportação de mercadorias, contando com câmaras frigoríficas e armazéns para cargas perigosas ou restritas e para materiais radioativos. Além disso o aeroporto tem condições para receber voos de aeronaves cargueiras como um 767-200, por exemplo.

 
Pela Assessoria de Imprensa da Infraero.
 

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é assessor de editoria do AEROIN.

Comente