Venda de aéreas brasileiras pode ajudar aviação regional.

Atualmente todas as grandes companhias no país tem participação estrangeira.

O presidente Michel Temer irá fazer uma proposta ao legislativo sobre a abertura de capital para companhias estrangeiras. A ideia é que as companhias aéreas possam finalmente ter a opção de vender 100% de suas ações a acionistas estrangeiros.

Porém, segundo duas fontes reportaram à Reuters do Reino Unido, a proposta deve ter um novo contra ponto: os investidores serão obrigados a ajudar na expansão dos serviços de voos regionais.

Já houve uma ampliação do antigo limite de 20% para 40% de participação estrangeira nas companhias aéreas, mas o próprio presidente Temer recusou a abertura integral em julho último. Vetou o ponto que tratava de 100% de participação no capital das companhias, em uma lei que trata da reestruturação do setor aéreo.

“A ideia inicial é reabrir rotas regionais que foram abandonadas, e fazer com que elas ganhem voos novamente” disse uma fonte à Reuters.

Atualmente a Delta Airlines possui 9,48% da GOL Linhas Aéreas, enquanto 10% das ações da LATAM pertencem à Qatar Airways. A Azul, por sua vez, já vendeu 5% das ações para a United e 23,7% para o grupo chinês HNA. Já a Avianca Brasil é controlada indiretamente pelo grupo colombiano Synergy, que é dono da Avianca Colômbia.

Devido à permanência do limite da compra de ações, em época de recessão econômica as transações acabam por tomar outro rumo. Todas as companhias já fizeram ou pretendem fazer repasse de aeronaves para as aéreas dos acionistas, que agem em um mercado com maior demanda que o brasileiro.

Mas a abertura integral por si só não deve ser a solução da aviação brasileira. Atrair investidores para a compra de companhias aéreas não será tarefa simples, uma vez que a carga tributária sobre o combustível continua em níveis superiores à maior parte do mundo e a recuperação da demanda ainda é incerta devido à recessão econômica.

 

Informações pela Reuters 

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é piloto e Bacharel em Ciências Aeronáuticas. Formado em Design e Performance de Aeronaves pela California State University Long Beach e Segurança da Aviação pela Western Michigan University. Membro da AOPA e da AIAA.

22 Comments:

  1. Ele teve uma oportunidade mas vetou, quero ver se consegue a mesma votação novamente e na hora da sanção presidencial voltar atrás.

  2. Sandra Cristina Bernardo Marcel Toni

  3. Eu sou favorável às mudanças que visam a aprimorar a concorrência e o livre mercado. Espero que consiga.

  4. Se tirarem as acfts daqui ai fode de vez..

  5. Por causa de achismo estamos em um país de merda

  6. É lamentável uma notícia dessas… Primeiro que nem os aeroportos de grande movimentação administrada pela Infraero não conseguem suprir a demanda de passageiros quem dirá os aeroportos regionais… A solução é investir em infraestrutura básica e aeroportuária, meio de transporte público, asfalto, diminuir valor das tarifas aeroportuária e diminuir os impostos em combustíveis. Buscar abrir o mercado de cias aéreas para o investidor estrangeiro em sua totalidade como se fosse os aeroportos é um retrocesso irreparável. A mudança deve ser interna (dentro do país, mudar a forma de administrar, de licitar, exterminar as raízes da corrupção…) é complexa e demorada. O presidente está perdido e não tem por onde correr, se não gerar empregos nos próximos anos e não melhorar a infraestrutura, o setor aéreo estará fadado a mais 20 anos de retrocesso, considerando que atualmente já estamos 30 anos já defasado no meio aéreo de outros países de primeiro mundo, EUA, países europeus e asiáticos… Triste mas é essa a realidade!

  7. Q legal cinco no táxi e dois no push !!

  8. Que tal, reduzir a carga tributária e taxas aeroportuárias.

  9. Tem mesmo que vender, antes que os fantasmas de Varig, Vasp, Transbrasil e até a Panair s]ao capazes de voltarem a assombrar o país. Quem não tem competência que não se meta, isso deve ser levado em conta.

  10. E que investidor quer pegar esse abacaxi? Só se for louco.

  11. joseluizdacosta@bol.com.br

    Monopólio dos combustíveis, monopólio dos aeroportos, 20 % de capital estrangeiro, não vamos crescer.

  12. Entendo que a Aviação Regional pode e deve ser alavancada através de incentivos ao crescimento das empresas de Taxi-Aéreo, com linhas de crédito do BNDES para aquisição de aeronaves com tamanhos adequados à demanda de cada região.
    É um absurdo se imaginar a utilização de aeronaves de 140 a 180 lugares voando entre cidades com uma demanda 20 a 30 passageiros.
    As empresas aéreas já foram. Só querem tirar os contratos da gaveta.

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