Voando no novo modelo do Embraer E-175, zerado de fábrica!

EMBRACAPA

Tivemos uma grande oportunidade de voar numa aeronave “zero-bala” da Embraer e com tripulação da casa, no mesmo dia em que visitamos a fabrica da empresa em Gavião Peixoto, interior de São Paulo.

Fizemos nosso check-in no Terminal 4 do GRU Airport, onde recebemos as credenciais para acesso a aeronave, que estava no pátio executivo. Na verdade, até esse momento não sabíamos que seria o novo E-175 que nos levaria a Gavião, então, quando o vimos, foi muito positiva e agradável a surpresa.

Uma curiosidade. O modelo iria receber o nome de “E-175 Plus”, mas a Embraer decidiu manter o nome E-175 para não causar confusão com a nova geração, a famosa série E2. O E-175 que voamos já portava as melhorias aerodinâmicas e as novas wingstips nas pontas das asas, que reduzem o consumo de combustível em ate 5%.

Na porta da aeronave, recebemos as boas vindas das comissárias da Embraer, Flavia Fraga e Nathalia Madora, que nos recepcionaram com aquele belo sorriso estampado no rosto e um docinho delicadamente embrulhado, simbolizando o evento em que iríamos participar. A aeronave que viajamos esteve sobre o comando de dois experientes pilotos de testes da Embraer, os comandantes Prust e Noce.

Ainda com a aeronave em solo, as comissárias nos ofereceram o serviço de bordo, Flavia e Nathalia contagiaram a todos com suas simpatia e presteza. O serviço de entrada era composto por um lanche com frios, suco de uva, iogurte e maçã.

 

 

Por dentro o E-175 surpreendeu a todos, oferecendo uma viagem com muito conforto. A nova aeronave apresenta uma cabine de primeira classe composta por 12 assentos muito confortáveis e bagageiros maiores para mala de mão, além de 64 assentos na classe econômica, sendo 20 assentos com espaço extra. Foi um privilegio ser um dos primeiros passageiros desta moderna aeronave brasileira que ainda cheirava a nova.

Com assentos em couro de excelente qualidade e uma configuração interna com tons suaves dando um ar de modernidade. No canto da poltrona, uma etiqueta denunciava qual seria o futuro cliente da aeronave. No caso, estávamos a bordo do E-175, que seria operado pela Mesa Airlines, empresa do grupo United, que mantém um pedido firme de 30 aeronaves deste modelo.

Seguimos às 9h43 com destino a Gavião Peixoto. Por estar extremamente leve e sem carga, nosso E-175 percorreu poucos metros da pista 09. O voo seguiu tranquilo, sem turbulência, deixando surpresos os convidados que ainda não conheciam a aeronave, alguns chegaram a fazer elogios quanto a estabilidade em voo.

Com o voo estabilizado, o comandante Prust nos informa que o tempo de viagem seria de 30 minutos e que as condições meteorológicas estariam favoráveis e a temperatura no destino seria de 21 graus. Durante o voo, as comissárias passaram oferecendo água, refrigerantes e suco.

 

 

Iniciamos a aproximação com pouco mais de 27 minutos de voo e manobramos seguindo a chegada visual devido às ótimas condições meteorológicas. Minutos depois, às 10h09, tocávamos a cabeceira 20 com uma velocidade de aproximadamente 127 nós. Um pouso suave. Nossos comandantes colocaram as rodas principais do E-175 na pista, de forma realmente imperceptível. Um pouso tecnicamente perfeite; e olha que faz muito tempo que não uso esta frase! Foi o famoso “pouso manteiga”.

Terminamos nossa viagem completando o trajeto em 31 minutos e, ao descer as escadas, sabíamos que tivemos uma experiência única em voar com uma tripulação diferenciada e com uma aeronave moderna e recém saída da fabrica.

 

 

Luis Neves

É agente de turismo e acompanha a evolução da aviação brasileira desde o final da década de 80. Fotografa tudo o que voa e tem uma das maiores coleções de fotos de aviação do Brasil.
  • Xeuzib

    Estou em chicago sentado dentro de um desses, na classe econômica. É de longe o avião mais espaçoso em que voei.