Cerca de 40% dos pilotos no Paquistão têm licenças de voo “falsas”, diz ministro

O Ministro da Aviação paquistanês Ghulam Sarwar fez uma declaração que deixou o setor aéreo preocupado. Durante reunião em que foram tratados os assuntos referentes à investigação da queda do Airbus A320 da Pakistan International em maio passado, o ministro disse que cerca de 40% dos pilotos do país têm licenças falsas para voar.

Segundo o Gulf News, Sarwar disse que “o Paquistão tem 860 pilotos ativos, o que inclui pilotos PIA, Serene Air e Air Blue. Um inquérito iniciado em fevereiro de 2019 mostrou que 262 pilotos não fizeram o exame sozinhos e pediram que outra pessoa o fizesse em seu nome”. Outra descoberta da investigação foi a de que muitos pilotos nem sequer tinham experiência de voo adequada para os equipamentos que conduziam, embora estivesse lidando com vidas a bordo de suas aeronaves. No total, os pilotos com documentação irregular chegaram a 40%.

Na última década, a quantidade de incidentes e acidentes envolvendo aeronaves da companhia nacional do Paquistão impressiona e a causa-raiz certamente tem vínculo com essas práticas de governança frágeis ou até mesmo a ausência de controles.

Em certo momento, Sarwar ainda revelou que muitos dos pilotos foram promovidos com base política e o mérito foi ignorado”. Ele disse que, pelo menos quatro pilotos da PIA foram flagrados com brevês falsos.

O relatório preliminar do acidente fatal de maio mostra a quantidade de erros grosseiros da tripulação. Sobre ele falamos mais cedo aqui no AEROIN.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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