A Boeing levará mais de um ano para entregar os 400 aviões 737 MAX armazenados

A Boeing espera que leve cerca de 18 meses para concluir as entregas de suas aeronaves 737 MAX armazenadas na fábrica de Renton e em outros aeroportos nos Estados Unidos. Em sua teleconferência com investidores nesta semana, a fabricante informou que estava comprometida com o programa 737 MAX e que pretendia limpar os pátios, repletos de aviões. Apesar da urgência, a Boeing disse que o processo ainda seria lento.

Boeing 737 MAX 7. Imagem: Divulgação / Boeing.

“Não queremos armazenar mais aviões”

Após a turbulência, a Boeing está estudando a possibilidade de restabelecer sua produção do Boeing 737 MAX até meados deste ano. Atualmente, há cerca de 400 aeronaves em armazenamento, aguardando a liberação para entrega e todo esse estoque precisa ser desovado antes que a produção continue.

No entanto, o que a Boeing já deixou claro é que, quando a produção do MAX começar novamente, as entregas serão lentas. A Boeing estima que pode levar até 18 meses para concluir as entregas.

Em uma transcrição da conferência de 29 de janeiro, o CFO e VP Executivo de Performance e Estratégia Empresarial da Boeing disse que a chave era trabalhar com uma lista correta de prioridades. Greg Smith disse: “Não pense que queremos apenas ligar a linha novamente… obviamente, não queremos construir mais aviões e armazená-los.”

Ele continuou: “Assumimos que a aprovação do 737 MAX permitirá que as entregas comecem em meados de 2020… Assumimos que retomaremos a produção de aeronaves a taxas baixas em 2020, pois o tempo e as condições de retorno ao serviço serão melhores. E então esperamos aumentar gradualmente as taxas de produção nos próximos anos. Também estamos assumindo que os aviões 737 MAX produzidos e armazenados serão entregues em vários trimestres, com a maioria deles entregues durante o primeiro ano após a retomada das entregas “.

De acordo com a LNA, a Boeing trabalhará com uma média de 22 entregas por mês, apenas dos MAX parados, somados aos novos que forem produzidos na medida em que a linha for retomada e dos outros modelos de aeronaves. Não será tarefa fácil, mas será interessante ver a Boeing retornar à sua vida normal em breve.

Carlos Ferreira

É profissional de marketing e pesquisador de temas relacionados à aviação há quase duas décadas. Leva a câmera fotográfica para onde vai e faz mais fotos de aviões do que dos passeios. Responsável pela linha editorial da revista eletrônica AEROIN.net.