Início Acidentes e Incidentes Acidente do jatinho dos Mamonas Assassinas completa 25 anos

Acidente do jatinho dos Mamonas Assassinas completa 25 anos

Receba essa e outras notícias em seu celular, clique para acessar o canal AEROIN no Telegram e nosso perfil no Instagram.

Uma série de erros levaram ao acidente de uma das bandas mais queridas dos jovens brasileiros em sua época, os Mamonas Assassinas, que faleceram na sua cidade natal 25 anos atrás.

Tudo aconteceu na madrugada de 2 de março de 1996, quando a banda voltava de uma apresentação em Brasília e tinha como destino a cidade de Guarulhos, cidade natal de Dinho, Bento, Samuel, Sérgio e Júlio. O jatinho fretado pela banda, um Learjet 25D de matrícula PT-LSD, era um dos mais populares aviões executivos do mundo, conhecido por sua grande performance.

Ao chegar a São Paulo, uma aproximação desestabilizada acabou resultando numa arremetida. Até aí, era apenas mais um procedimento normal e esperado, mas algo aconteceu depois disso, levando a tripulação a não seguir o perfil (rota) padrão para arremetidas de Guarulhos, somando-se ao fato de o controlador de tráfego ter dado uma instrução para que a aeronave virasse para um lado, recebido uma confirmação do piloto de que ele viraria para outro, mas não corrigido o cotejamento do aviador.

Além disso, em meio à escuridão da Serra da Cantareira, o piloto alegou estar em condições visuais, dizendo estar vendo o terreno abaixo e se tornando inteiramente responsável por manter a separação da aeronave com solo e outros aviões próximos. Isso teria deixado o controlador mais confortável.

O que ninguém sabia claramente era que a aeronave continuou voando rumo a um pico da Serra da Cantareira e acabou colidindo, matando todos a bordo, incluindo os dois pilotos, os cinco membros da banda e outras duas pessoas da equipe.

O acidente acabou ficando na memória do povo brasileiro, que ainda sofria com a perda de Ayrton Senna, maior ídolo nacional. Um estigma sobre as arremetidas também foi criado indiretamente pela grande imprensa, mesmo se tratando de um procedimento que todo piloto sabe e deve fazer quando necessário.

Em seu relatório final, o CENIPA apontou que a tripulação provavelmente sofreu de fadiga após fazer vários voos seguidos e que o Táxi Aéreo Madri, operador da aeronave, nem sequer tinha contrato de trabalho com o copiloto, uma ilegalidade.

Um mau planejamento e coordenação deficientes também contribuíram para este trágico acidente.

Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A
Sair da versão mobile