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Ações das aéreas disparam com otimismo e especulação: LATAM teve alta de 72%,

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As ações de todas as empresas aéreas brasileiras listadas nas bolsas tiveram alta nos últimos dias. Entenda o porquê e veja números. Usamos os resultados da Bolsa de Nova Iorque para garantir comparabilidade.

Ações Airbus A350 LATAM
Airbus A350 da LATAM

O maior destaque foi da LATAM (NYSE:LTM), que viu suas ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE) subirem 72%, indo de $1,20 para $2,07 dólares por ação nos dois últimos dias até essa quarta-feira, após ter chegado ao “fundo do poço” na semana passada, logo após a declaração de que entraria em recuperação judicial.

Por sua vez, as ações da Azul (NYSE:AZUL) e da GOL (NYSE:GOL) também acompanharam, subindo, respectivamente, 30% e 43%.

O que se viu foram diferentes movimentos que teriam influenciado na performance dos últimos dias – que estão muito aquém de patamares pré-pandemia, diga-se, mas que, ainda assim, podem denotar um otimismo com relação à gestão das crises nas empresas aéreas.

A LATAM

Como amplamente divulgado, a LATAM entrou em Recuperação Judicial nos EUA no último dia 26, o que fez com que as ações da empresa caíssem 57%. Porém, uma boa parte desta queda foi recuperada nos últimos dias num movimento que, segundo a Motley Fool, vai além do bom humor no Brasil quanto à reabertura parcial de São Paulo e de outros estados.

Segundo a consultoria, o movimento anormal, acima da média do mercado, foi causado pela crença de que a empresa sairá fortalecida da crise e da RJ, porém, muito mais por especulações do mercado de capitais do que por fundamentos econômicos.

O que estaria por trás dessa subida vertiginosa seria um processo de Venda a Descoberto (Short Selling), como diz a Motley Fool. Neste tipo de transação, o investidor “aluga” a ação de uma outra pessoa e, em seguida, a vende, apostando na sua queda futura.

Isto é um dos grandes modelos de especulação e é criticado por diversas pessoas do mercado por incentivar a aposta e causar um danoso efeito de manada, que foi exatamente o que aconteceu nos últimos dias, quando muitos investidores profissionais de grande potencial entraram nesse tipo de negócio, fazendo com que a ação subisse. Em 2013, a Bolsa de Nova Iorque limitou este tipo de aluguel de ação.

Azul e GOL sobem de maneira mais sólida

As concorrentes Azul e GOL também viram uma larga subida relevante.

Todas se beneficiaram da reabertura (ainda que tímida) de São Paulo e de outras regiões do país, mas a Azul foi mais impulsionada por uma expectativa de reestruturação que vai sanitizar as finanças da empresa para o pós-crise, além da potencial ajuda do governo brasileiro por meio de empréstimos e outros instrumentos financeiros.

Outro ponto que impactou as ações da Azul foi o fato de ter sido recomendada por grandes bancos de investimento internacionais, como o Bank of America, além de um relatório do Banco do Brasil Investimentos, que aponta que a Azul sairá da crise na frente da LATAM na participação do mercado doméstico.

A bem da verdade, os fatores que influenciaram a alta das ações da GOL são bastante similares aos da Azul. No entanto, o mercado entende que a reabertura parcial de alguns dos principais mercados da empresa, como Rio de Janeiro, também influenciou a performance da ação.

É importante notar que todas as empresas passarão por ajustes em sua estrutura de custos, inclusive resultando em demissões, e o mercado se “animou” com isso. Não se trata de “ficar feliz” por ver pessoas demitidas, obviamente, mas sim, confiante de que a empresa sobreviverá ao seu momento mais difícil e que, em algum momento, o mercado aéreo voltará ao normal.

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Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagens pela Avianca Brasil e Azul Linhas Aéreas. #GoBroncos #GoBeach #2A