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Adesivo no avião da Azul pode ter atrapalhado negociação das vacinas, diz CNN

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A CNN Brasil está reportando que o excesso de publicidade em torno do plano de busca das duas milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford, produzidas na Índia, pode ter afetado o acordo. A promoção da busca das vacinas incluiu divulgação massiva na mídia e a adesivagem de um Airbus A330-900neo da Azul Linhas Aéreas que, convenhamos, dificilmente passaria desapercebido com seus 64 metros de comprimento.

A reportagem cita que a discrição pedida pelo governo indiano não foi respeitada pelos brasileiros que, ao contrário, divulgaram intensamente a operação.

Segundo a CNN, embora houvesse um contrato já firmado entre os dois países, a Índia estaria preocupada com o impacto da notícia de que estaria mandando vacinas ao Brasil, num momento em que ela própria ainda não iniciou a imunização em massa de sua população. A pressão sobre o governo indiano aumentou depois que o assunto acabou sendo alvo de várias matérias da mídia local.

Avião vai, avião vem

A Azul Linhas Aéreas, contratada para a missão de buscar os imunizantes, chegou a enviar seu avião a Recife no dia 14 de janeiro e o deixou à disposição do Governo Federal, para quando a Índia desse o aval do voo. Inicialmente, o voo estava programado para decolar rumo a Mumbai às 23h do dia 14 e a empresa aérea tinha tudo pronto.

Depois, os planos mudaram para o dia seguinte, até que foram cancelados na tarde de ontem, 15 de janeiro, diante da negativa indiana. Agora, a aeronave de registro PR-ANX transportará oxigênio para Manaus, em função do déficit imenso do insumo que tem causado mortes por asfixia de pacientes internados por Covid-19, e até que a Índia libere o voo.

A Azul se pronunciou na noite de sexta-feira (15): “Nossa intenção é ajudar o Brasil e os brasileiros e não mediremos esforços para oferecer apoio logístico no transporte de materiais para o combate à COVID-19. Estamos prontos para voar à Índia e também para transportar o que for necessário dentro do Brasil no intuito de ajudar o país na atual situação”, diz John Rodgerson, presidente da Azul, em nota.

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