AENA e Zurich Airports arrematam aeroportos do nordeste e sudeste

A espanhola AENA e a suíça Zurich Airports arremataram os principais blocos de aeroportos leiloados nesta sexta-feira (15) em leilão feito na Bovespa.

Aeroporto do Recife

É o primeiro leilão para concessão de aeroportos feito na administração de Jair Bolsonaro. Hoje foram leiloados os blocos do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste.

O bloco nordeste é composto pelos aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa (PB) e Campina Grande (PB). O lance mínimo foi de R$171 milhões e o primeiro lance foi da espanhola Aena por R$1,850 bilhão, logo após a Zurich fez oferta de R$ 1,851 bilhão e ultrapassa proposta da Aena que no entanto, elevou para R$ 1,9 bilhão e levou o bloco com ágio de 1.010%.

A empresa espanhola Aena administra todos os médios e grandes aeroportos da Espanha, além de possuir participações majoritárias em aeroportos do México e no aeroporto de Luton em Londres. A empresa é 51% estatal e não possuía investimentos no Brasil até agora. O investimento nos aeroportos deverá ser de R$2,15 bilhões e a concessão será por 30 anos.

Já o bloco Sudeste é composto pelos aeroportos de Vitória (ES) e Macaé (RJ). Os aeroportos foram arrematados pela Zurich Airports por R$437 milhões num ágio de 830%.

A empresa suíça já administra o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte em Confins e também o de Florianópolis em Santa Catarina. Serão feitos R$592 milhões de investimento no bloco com prazo de concessão de 30 anos.

Por último foi leiloado o bloco Centro-Oeste formado pelos terminais de Cuiabá, Sinop, Rondonópolis e Alta Floresta, todos em Mato Grosso. Os aeroportos foram arrematados por R$40 milhões pelo consórcio Aeroeste.

Este consórcio é formado pela Socicam (85%) e pela Sinart (15%). Ambas empresas são conhecidas por administrarem dezenas de rodoviárias no país como a do Tietê em São Paulo, além de aeroportos como o de Porto Seguro e Ipatinga. O investimento será de R$770 milhões com concessão também no prazo de 30 anos, o ágio foi de 4.739%.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério da Infraestrutura

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é Piloto Comercial, Despachante, Bacharel em Ciências Aeronáuticas, membro da AOPA e veterano da Western Michigan University #GoBroncos