Aérea paquistanesa emprega 500 pessoas por avião; Emirates 231

O Comitê Permanente do Senado Paquistanês continua a revelar as ineficiências de boa e má-fé da empresa aérea estatal paquistanesa, Pakistan International Airlines (PIA). Durante uma oitiva na semana passada, o grupo parlamentar abordou temas que foram desde as investigações de corrupção no aeroporto internacional de Islamabad, assédio moral e sexual no trabalho e corrupções diversas.

Um dos temas colocados na mesa foi a estrutura inchada da empresa aérea que jamais a deixariam competitiva. Numa das sessões, representantes dos funcionários da PIA foram convidados a falar sobre o Programa de Demissão Voluntária da transportadora de bandeira nacional e suas implicações financeiras projetadas. Tal movimento não visa apenas ajustar a empresa ao pós-pandemia, mas faz parte de um escrutínio necessário para torná-la eficiente, sobretudo após acidentes, incidentes e escândalos envolvendo a empresa virem à tona.

Segundo o Daily Times, Os funcionários disseram ao Senado que a força de trabalho total da PIA era de cerca de 14.500 (incluindo equipe terceirizada), enquanto ela atualmente tem uma frota de 29 aeronaves. Em comparação com outras companhias aéreas, os funcionários disseram que a PIA tem uma proporção de 500 funcionários por aeronave, enquanto o Catar tem 133, Emirates Airline 231, Turkish Airlines 94 e Etihad 211.

– A Qatar Airways opera com 240 aeronaves e um total de 32.000 funcionários;

– A Emirates opera 269 aviões com 62.356 funcionários;

– A Turkish Airlines tem 329 aeronaves e uma força de trabalho de 31.000 pessoas. 

Para uma empresa que já revelou funcionários com licença de piloto falsa, outros traficando drogas, que tem incidentes bizarros em seu histórico e que foi banida da União Europeia e Estados Unidos, ter um quadro inchado é “coisa pequena”, mas que, para reverter, resultará em bilhões de dólares em rescisões e ações judiciais futuras – a serem pagos pelo bolso do cidadão comum paquistanês.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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