Aerolíneas Argentinas elimina a Classe Executiva de seus voos regionais

A Aerolíneas Argentinas anunciou que eliminará a Classe Executiva dos voos regionais e de cabotagem. O CEO Mario Dell’Acqua, em coletiva de imprensa no Aeroparque, juntamente com o ministro dos Transportes, Guillermo Dietrich, e o chefe da Casa Civil, Marcos Peña, relataram mudanças na cabotagem e nos negócios regionais. As mudanças introduzidas implicam uma economia de custos de US$ 73 milhões, mas também um aumento na oferta de assentos.




As mudanças demonstram o emprenho da Aerolíneas Argentinas em alcançar déficit zero para atingir o objetivo de equilibrar os balanços patrimoniais que, após muitos anos, levaram a companhia à beira da falência. “Planejamos garantir que no próximo ano a Aerolíneas não precise de subsídios do Estado para continuar operando”, disse o CEO Mario Dell’Aqua.

Supressão da Classe Executiva

A companhia aérea argentina introduzirá mudanças nas configurações de aeronaves Boeing 737-700 / 800 destinadas a vôos domésticos e regionais. A reconfiguração da aeronave acrescentaria 500 lugares à oferta atual da empresa e a capacidade de passageiros aumentaria em 10%. O Boeing 737-800 com configuração de duas classes tem 170 assentos. Com a eliminação da classe executiva, os aviões reconfigurados atingiriam entre 186 e 189 passageiros.

A substituição total da configuração da linha Boeing 737 Next Generation se dará em função da introdução da nova linha de aeronaves Boeing 737 MAX-8, que continuarão com a configuração de duas classes, pois serão destinadas a vôos de médio alcance, como os destinos de Lima e Bogotá, entre outros.

Classe Executiva do 737 MAX-8 da Aerolíneas

 
Informações pela Airgways.
 

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.