AeroMexico autorizada a aumentar frota com doze Boeing 737 MAX

Em julho passado, o Grupo AeroMexico assinou uma carta de intenções com a Dubai Aerospace Enterprise (DAE) para arrendar doze Boeing 737 MAX. No entanto, ela teve que esperar o veredicto do Tribunal de Falências dos Estados Unidos em Nova Iorque para determinar se tal operação era viável. A resposta veio agora, como relata nosso parceiro Aviacionline.

Desde que a companhia mexicana entrou no processo de reestruturação financeira voluntária sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos, o tribunal manteve qualquer decisão da empresa sob análise. O acordo firmado em julho com o DAE foi adiado várias vezes, uma vez que o tribunal teve que verificar a projeção das receitas e lucro adicionais que esta aquisição de aeronaves poderia gerar.

Dentro do acordo, quatro Boeing 787-9 e quatro Boeing 737-800 também foram incluídos, enquanto que o número de Boeing 737 MAX que o Grupo AeroMexico possuiria aumentaria para 36. A decisão do grupo mexicano é uma tentativa de ganhar participação de mercado em face do aumento da demanda no mercado local e à forte concorrência. 

Em que pese o México ser o terceiro país com maior recuperação do mundo, as concorrentes da AeroMexico estão mostrando um avanço rápido sobre as rotas domésticas. Traduzindo em números, AeroMexico, Viva Aerobus e Volaris aumentaram sua oferta no tráfego doméstico de passageiros em 0,8%, 22,1% e 12,8%, respetivamente, em face ao mesmo período de 2019, segundo dados obtidos através da Cirium.

A pandemia e a subsequente reestruturação da AeroMexico dificultaram qualquer tentativa de crescimento. Some-se a isso o fechamento da Interjet em dezembro de 2020, o que fez com que as empresas mexicanas de baixo custo aproveitassem para aumentar sua capacidade. A Volaris registrou lucros no segundo trimestre de 2021 e negociou a adição de 25 aeronaves a serem entregues até 2022.

Assim, essa decisão do tribunal proporcionará alívio ao Grupo AeroMexico, que substituirá alguns Boeing 737 NG mais antigos pelos modernos MAX. As aeronaves começarão a ser entregues a partir de outubro, antes da alta temporada no final do ano.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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