Aeroporto é fechado após funcionários acharem dois grilos junto com as frutas

Foto: Seychelles Airports

Toda a área de carga do aeroporto internacional de Seychelles foi fechada na terça-feira da semana passada depois que funcionários encontraram dois grilos em paletes de frutas que chegaram num voo da Turkish Airlines. As informações são da agência de notícias estatal Seychelles News Agency e mostram a importância que os países dão para a biossegurança.

Uma análise preliminar realizada no local concluiu que os animais eram dois grilos do mato ao invés de gafanhotos, como se pensava anteriormente. Tais grilos não são considerados um perigo para as Seychelles, mas as autoridades fecharam a área de carga para testes.

O chefe executivo da Agência Nacional de Biossegurança (NBA), Marc Naiken, disse em uma entrevista coletiva que os dois insetos foram interceptados no TK-748 da Turkish Airlines vindo da Turquia. “Enquanto os documentos eram verificados por oficiais da NBA, um oficial da Air Seychelles descobriu e pegou um inseto que estava pulando em uma caixa de melancia. O inseto parecia um gafanhoto”, disse Naiken.

Outro inseto semelhante visto voando no terminal de carga também foi capturado e colocado em um compartimento para evitar que escapasse.

“A autoridade sanitária foi notificada e foi tomada a decisão de fechar toda a área para evitar que nenhum outro inseto que pudesse ter entrado na área de carga escapasse. A área também foi fumigada”, continuou Naiken.

Naiken explicou que, na manhã seguinte, os policiais foram à área de carga às 6h para verificar se havia mais insetos. Após uma inspeção minuciosa, os produtos perecíveis foram liberados.

O voo transportava mercadorias para cinco importadores que traziam 32 variedades de frutas e vegetais para Seychelles, um arquipélago no oeste do Oceano Índico. Entre as mercadorias estava carne de porco processada congelada.

“De acordo com as leis de biossegurança, cabe ao comandante do avião zelar para que não tragam nenhuma praga, inseto ou doença que tenha efeito adverso na economia ou ecologia do país. Qualquer ação tomada será direcionada para a companhia aérea, visto que foram eles que aceitaram a mercadoria. São eles que vão lidar com o controle da fronteira na Turquia por não fazerem o seu trabalho de forma adequada”, disse Naiken.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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