Aeroporto investe $3,4 milhões em taxiway, mas ela não pode ser usada pelos aviões

Receba essa e outras notícias em seu celular, clique para acessar o canal AEROIN no Telegram e nosso perfil no Instagram.

Imagem: Aeroporto de Victoria

Uma nova taxiway (via de taxiamento) concluída em 2020 como parte dos investimentos da expansão do terminal do Aeroporto Internacional de Victoria, no Canadá, não está em operação porque não pode ser usada pelos aviões.

O projeto de $4,3 milhões expandiu a área de táxi no lado leste do aeroporto em aproximadamente 366 metros, com o objetivo de melhorar a segurança das aeronaves ao ampliar a distância do acesso à pista 27 durante o deslocamento para a decolagem. Porém, segundo reporta o Kelowna Capital News, o local é um ponto cego, ou seja, não pode ser visto da torre de controle.

A nova via de táxi também foi projetada para melhorar a eficiência de combustível das empresas aéreas que pousam no aeroporto, dando uma opção a mais para a saída da pista.

O aeroporto antes da construção da taxiway, e a Torre destacada – Imagem: Google Maps / FlightRadar24

Geoff Dixon, presidente e CEO da Victoria Airport Authority, que administra o aeroporto, diz que a extensão foi vista como uma forma de melhorar a eficiência do operador da torre de controle, mas que, devido à localização atual da torre, a via fica em um ponto cego para os controladores de tráfego aéreo.

Tanto a Victoria Airport Authority quanto a NavCanada, empresa privada sem fins lucrativos que gerencia o controle de tráfego aéreo no aeroporto, tinham planos de mover a torre de controle para outro ponto, mas viram as receitas despencarem como resultado da pandemia, então os planos estão suspensos.

Segundo Dixon, no entanto, este é um problema que já existe há algum tempo e é um pedido da NavCanada há mais de 10 anos, sendo que foi decidido pela extensão da via de táxi em 2019 já com a perspectiva de mudança da posição da torre.

Uma solução que está sendo considerada para resolver o problema do ponto cego é uma série de câmeras de circuito fechado. As duas agências ainda discutem o uso de câmeras, mas o problema permanece sem solução devido ao custo proposto do sistema.

Dixon diz que espera que as partes cheguem a uma solução, mas a pandemia mudou a prioridade de resolver o problema do ponto cego, pois devido ao baixo movimento aéreo, apenas aviões turboélices estão operando no aeroporto, não havendo necessidade de uso imediato do trecho problemático.

Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

Veja outras histórias

Operação animal: Boeing 747 transporta 30 rinocerontes de uma só vez

0
 O voo teve uma viagem completa de cerca de 3.400 quilômetros e foi transportado por um Boeing 747-400F da Astral Aviation.