Veja o que aeroportos do Brasil e EUA têm conversado sobre a retomada da aviação

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Aeroporto Nova York JFK Giorgio Montersino
Imagem: Giorgio Montersino [CC]

Na última quarta-feira, 22 de julho, administradores aeroportuários e autoridades brasileiras e americanas participaram da “Reunião Virtual – Impactos da Covid-19 nos Aeroportos e Medidas de Recuperação”, dentro do programa de Parceria em Aviação Brasil-Estados Unidos.

Ao longo de três horas, 40 representantes dos dois países trocaram experiências sobre o que foi feito até agora e quais são as perspectivas de retomada dos voos e mudanças. 

“A visão geral é de otimismo, brasileiros e americanos entendem que as mudanças estão em curso, mas todos estão trabalhando para dar segurança aos trabalhadores e despertar nos passageiros que precisam viajar a confiança de que é seguro”, disse Ricardo Aparecido Miguel, presidente da Abesata (Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares do Transporte Aéreo).

A retomada segue um ritmo lento, mas gradual, com expectativas de recuperação de 80% dos voos domésticos até o fim do ano no Brasil. Para a retomada dos voos internacionais, a expectativa é 2022.

Especialistas americanos apresentaram diversas tecnologias para tornar a jornada do passageiro, do momento em que ele chega ao aeroporto, até a chegada ao destino, cada vez mais touchless (sem contato). Ou seja, evitando ao máximo o contato com os trabalhadores do aeroporto. 

Outro destaque ressaltado por Michael Steinle, especialista em saúde pública, foi a respeito da adoção de programas educativos para passageiros e trabalhadores, reforçando a necessidade do uso de máscara, o distanciamento social, a lavagem das mãos e, em especial, não se dirigir ao aeroporto se tiver sintomas que possam indicar infecção por Covid-19. 

“Muitos investimentos estão sendo feitos em desinfecção de ambientes e superfícies, mas o grande risco de contágio é entre pessoas, por isso educação é fundamental para a mudança de hábitos”, completou o presidente da Abesata.

O otimismo, no entanto, ficou mais em cima dos voos domésticos, especialmente pela restrição de entrada de estrangeiros até o final de julho, determinada por portaria do Governo Brasileiro e da ANVISA. “Enquanto a portaria existir, as companhias aéreas terão dificuldades de planejar o retorno dos voos internacionais”, disse Robson Bertolossi, presidente da Jurcaib, entidade que representa as companhias estrangeiras. Paulo Henrique Poças, da ANAC, reforçou que a portaria restritiva hoje não faz mais sentido e deverá ser alterada em breve.

O evento foi organizado pela Associação Americana de Executivos de Aeroportos (AAAE) em nome da USTDA, agência dos Estados Unidos para o Comércio e Desenvolvimento.

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Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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