Aerovale refaz modelo de negócios e busca investidor para concluir as obras

Perspectiva artística do Aerovale. Imagem: Divulgação / Aerovale.

O Aerovale, o primeiro aeroporto privado do Estado de São Paulo, está em busca de investidores para concluir as obras do centro industrial e logístico que começou a erguer na cidade de Caçapava (SP). As obras foram interrompidas em 2015, quando a crise econômica se agravou. Na época em que Construtora Penido pediu recuperação judicial, 48% das obras já haviam sido concluídas, incluindo a pista de pouso de 1.550 metros. O plano de recuperação foi aprovado no mês passado, depois de alguns contratempos, e agora construtora planeja finalizar as obras do empreendimento, rebatizado de CEA Aerovale.




O projeto de construir um aeroporto privado no Vale do Paraíba começou há 10 anos e foi muito bem recebido pelo mercado. A situação ficou ruim com a crise econômica e se agravou com um embargo ambiental das obras, feito pelo Ministério Público Federal, em 2015, e levantado em 2016. A partir daí, a Construtora Penido, que tem 36 anos de história, ficou em dificuldades financeiras.

“Tudo isso agora foi superado, conseguimos aprovar um plano de recuperação judicial com ampla maioria e agora estamos em busca de investidores para finalizar a obra”, disse Rogério Penido, presidente da Construtora Penido e idealizador do CEA Aerovale. O investimento até agora foi de R$ 126 milhões e faltam R$ 148 milhões para a conclusão das obras. Para encontrar investidores interessados, a Penido contratou a Cypress, uma butique especializada em fusões e aquisições. Existem hoje cartas de intenção de 11 empresas “âncoras” interessadas em se instalar no condomínio.

“Estamos estudando vários modelos de investimento, 100% para a conclusão das obras, um investimento menor para finalizar uma parte, pista e infra estrutura, tornando operacional mais rapidamente, ou ainda uma terceira opção em que o investidor vai construir todos os hangares e transformar em ativo de renda”, disse Penido. Na modalidade mais completa, os investimentos podem chegar a 1,5 bilhão de reais.

Com uma área total de 2,2 milhões de metros quadrados, o CEA Aerovale conta com uma pista de pouso de 1550 metros hoje com 30 metros de largura, mas será expandida para 45 metros, podendo operar jatos de pequeno e médio porte. Grande porte também, mas com restrições. Situado entre o Rio de Janeiro e São Paulo, ao lado do cluster aeronáutico de São José, o CEA Aerovale está entre duas rodovias, a Presidente Dutra e a Carvalho Pinto. Mais informações em http://www.aerovale-cea.com.br/.

 
Informações pela Assessoria de Imprensa do Aerovale.
 

Murilo Basseto

Formado em Engenharia, foi um dos líderes do Urubus Aerodesign da Unicamp e um dos responsáveis por alçar o grupo à elite mundial da engenharia aeronáutica universitária. Atualmente é Editor-Chefe do AEROIN.