Empresa aérea liga para a pessoa errada para avisar que parente morreu em voo

Um médico anestesista indiano está processando a companhia aérea Air India depois que a empresa declarou erroneamente que a esposa dele havia morrido durante um voo. A confusão aconteceu no início do mês, quando o especialista foi procurado por um funcionário da companhia num dia em que sua mulher de fato viajava pela empresa.

Segundo relato do jornal The Times of India, no dia 1º de outubro, o Dr. Kannupillai Vinayakom recebeu um telefonema de um homem que se identificou como profissional da Air India. O agente disse que a mulher, a Dra. Subba Laxmi, que também é médica, morrera a bordo de uma aeronave da companhia enquanto voava de Nova Delhi, capital indiana, para Washington, nos Estados Unidos, onde o casal mora.

Médico na Índia

O médico estava na Índia quando recebeu a ligação. Dr. Vinayakom pediu alguns dados de confirmação da identidade da passageira morta, como a data de nascimento, e tudo estava correto. O funcionário orientou o doutor a procurar o gerente da Air India em Washington D.C., que, por sua vez, explicou os pormenores para recepção do cadáver na capital americana.

Abalado, o Dr. Vinayakom ligou para casa nos EUA e falou com um dos seus empregados, que estranhou o contato e disse que tinha acabado de receber uma mensagem da esposa e pediu para que ele fosse buscá-la no aeroporto. Nesse momento, o médico não avisou ao funcionário sobre o aviso que lhe dera a empresa aérea.

Acontece que o funcionário foi até o aeroporto e encontrou a médica sã e salva depois do desembarque, sem saber de nada do que estava acontecendo.

O erro da empresa

A companhia esclareceu que uma passageira de fato morreu a bordo do voo.

A vítima de mal súbito estava sentada na poltrona reservada para a esposa do médico que, por algum motivo, a havia trocado durante o voo. A tripulação não quis causar pânico a bordo e agiu de forma discreta, avisando à equipe em solo do incidente, mas errando na identificação da pessoa que veio a óbito.

O Dr. Vinayakom ficou revoltado com a forma simplória e casual como a informação foi passada. “Decidi processar pesadamente a companhia aérea. O trauma mental e o estresse que as informações falsas me causaram estão além das palavras”, disse ele ao jornal indiano.

O médico afirma que não consegue entender como a companhia não foi mais criteriosa na identificação da vítima. A empresa declarou que estuda o caso com seriedade e tomará todas as medidas necessárias para esclarecer o ocorrido e pediu desculpas a todos os envolvidos.

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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