Air India torna-se a primeira aérea do mundo a usar robô para taxiar aviões Airbus

Taxibot robô Air India

A transportadora nacional indiana Air India fez história hoje ao se tornar a primeira companhia aérea do mundo a usar um trator de aeronave semi-robótico controlado remotamente pelo piloto, como equipamento alternativo de táxi em um Airbus da família A320.

Chamado TaxiBot, o trator foi desenvolvido pela Israel Aerospace Industries, em parceria com uma empresa francesa, e rebocou com sucesso um voo comercial da Air India que levava passageiros de Déli a Mumbai, do terminal para a pista de decolagem. Em alguns Tweets, a empresa demonstra o funcionamento do equipamento.

Motores podem ser ligados apenas quando o avião chegar na pista

O Taxibot pode rebocar aeronaves de áreas de estacionamento para a pista enquanto os motores do avião estão desligados. Segundo seus fabricantes, isso economiza 85% do combustível que o avião normalmente usaria naquele momento. Também pode ser usado para rebocar aviões após o pouso, embora a Air India pretenda usá-los apenas para voos de partida.

Além disso, o Taxibot também deve ajudar a reduzir as emissões de CO2 – até 800 kg são emitidos a cada 15 minutos – de acordo com um porta-voz da KSU Aviation, empresa indiana que tem o acordo com a Israel Aerospace Industries (IAI) para operar Taxibot no país. Também é esperado que os níveis de poluição sonora caiam em até 60%.

No início deste ano, a Air India se tornou a terceira transportadora doméstica a concluir os testes do Taxibot; as outras eram SpiceJet e Jet Airways. Inicialmente, apenas voos com aeronaves Boeing poderiam usar o Taxibot.

A Airbus confirmou posteriormente que em breve lançaria protocolos para o uso do equipamento em suas aeronaves e o resultado foi dado hoje. Um total de 40 Taxibots será implantado nos aeroportos do país.

Taxibot robô Air India

Em 15 de agosto, a Air India se tornou a primeira companhia aérea indiana a sobrevoar o Pólo Norte – de Delhi a San Francisco. A companhia aérea espera que a economia de combustível nesta rota seja entre duas e sete toneladas por voo, com emissões reduzidas entre seis e 21 toneladas.

Carlos Roman
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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