Air New Zealand tem operado com média de três passageiros por voo

Uma das novas regras da aviação comercial ao redor do mundo em tempos de pandemia é a manutenção de uma malha aérea minimamente essencial. Estamos no momento mais crítico da propagação do novo Coronavírus e, por isso, é o também a hora em que mais gente no mundo está dentro de casa e mais voos sendo cancelados. A situação afeta severamente a Air New Zealand.

Se ontem falamos sobre a gigante Cathay Pacific ter transportado apenas 582 passageiros em um dia desta semana, agora falamos de outra aberração desses tempos difíceis, a qual foi compartilhada pelo diretor de receita da Air New Zealand, Cam Wallace, em suas redes sociais.

Segundo Wallace, a empresa aérea aérea neo-zelandesa operou um total de 89 voos na quarta-feira (1), dos quais vinte decolaram com apenas um passageiro a bordo. A média geral por voo, dos quase noventa voos, não chegou a – pasme – três passageiros.

No entanto, Wallace explicou que, embora a contagem de passageiros tenha sido baixa, a empresa precisa operá-los com objetivo de prover uma comunicação essencial entre as regiões do país, para transporte de pessoas e cargas. Curiosamente, alguns dos voos domésticos remanescentes estão sendo agora operados com aviões maiores como o 787 e o 777, dada sua maior capacidade de carga no porão.

Desde 3 de abril, a Air New Zealand reduziu significativamente sua malha, cortando 95% do total de voos, quando comparado aos níveis anteriores ao covid-19. 

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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