Airbus A320 termina com para-brisa trincado após granizo na subida inicial

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Um Airbus A320 teve seu para-brisa esquerdo completamente danificado depois de enfrentar uma chuva com ocorrência de granizo na última segunda-feira, 12 de outubro, nos primeiros minutos após sua partida.

United A320 Para-Brisa Trincado Chicago

Segundo informações do The Aviation Herald, o incidente aconteceu com o Airbus A320 registrado sob a matrícula N462UA, operado pela companhia aérea norte-americana United Airlines, quando estava realizando o voo de número UA-349 de Chicago O’Hare para Washington Dulles, ambos nos EUA.

O jato estava subindo após a decolagem da pista 22L de O’Hare quando passou por uma área com granizo, e a força do impacto das pedras de gelo contra o para-brisa esquerdo terminou por rachá-lo.

A tripulação decidiu interromper a subida a cerca de 15.300 pés e voltou ao aeroporto de Chicago, onde efetuou um pouso seguro na pista 28C cerca de 30 minutos após a partida.

FlightRadar24 Voo A320 United Para-Brisa Trincado ORD
Dados do voo do incidente – Imagem: FlightRadar24

Os dados de tempo (METAR) publicados nos horários próximos ao do incidente mostram grande variação das condições meteorológicas, com ocorrência de tempestade nas imediações do aeroporto. A trajetória da aeronave na imagem de radar acima também evidencia que a tripulação efetuava desvios nos minutos após a partida, possivelmente devido a nuvens de trovoadas.

Segundo os registros do FlightRadar24, a aeronave permanece em solo até a publicação desta matéria. Ela só deve decolar após a substituição do para-brisa danificado, que costuma levar mais de 1 dia devido à necessidade de secagem do selante de fixação, ou para um voo de translado sem pressurização, caso a manutenção precise ser efetuada em outra localidade.

Os para-brisas dos aviões são feitos de várias camadas de diferentes materiais, para que suportem danos e fiquem apenas trincados, sem se estilhaçarem, dando maior segurança aos pilotos e ao voo. Porém, dependendo da extensão dos danos, o material pode não resistir, motivo pelo qual os tripulantes optam por abortar o voo e pousar no aeroporto mais próximo em prol da segurança.

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Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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