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Airbus A321neo bate a cauda no chão com danos que definem o caso como um “acidente”

Airbus A321neo da Hawaiian – Imagem ilustrativa: Airbus

Uma ocorrência de impacto da cauda de um Airbus A321neo contra o solo, o chamado “tail strike”, resultou em danos tão sérios à fuselagem da aeronave que a autoridade de investigação classificou o caso como um “acidente”.

Segundo definição técnica, um “acidente aeronáutico” é toda ocorrência relacionada com a operação de uma aeronave, havida entre o período em que qualquer pessoa entra na aeronave com a intenção de realizar um voo até o momento em que todas as pessoas tenham desembarcado, na qual, como consequência dessa ocorrência:

(1) qualquer pessoa tenha sofrido lesões graves ou morrido, exceto quando as lesões resultarem de causas naturais ou forem auto ou por outrem infligidas; ou

(2) a aeronave tenha sofrido danos ou falha estrutural: (i) afetando adversamente a resistência estrutural, desempenho ou características de voo; ou (ii) exigindo substituição ou reparos importantes do componente afetado; ou

(3) a aeronave tenha sido considerada desaparecida.

Neste caso específico, segundo informações do The Aviation Herald, a aeronave envolvida foi o Airbus A321neo registrado sob a matrícula N208HA, operado pela companhia aérea americana Hawaiian Airlines. O jato estava realizando o voo HA-43 de San Jose, na Califórnia, para Honolulu, no Havaí, cerca de duas semanas atrás, no dia 23 de setembro.

O serviço era efetuado com 128 passageiros e 6 tripulantes, e o A321neo estava na aproximação final da pista 04R de Honolulu quando os pilotos iniciaram uma arremetida. A aeronave já estava abaixo de 50 pés (15 metros) de altura e, até começar a subir, chegou a impactar a cauda contra a pista.

Após a arremetida, cujo motivo ainda não foi especificado, o avião subiu para 3.000 pés mantendo a comunicação de rotina e retornou para um pouso completo na pista 04R, cerca de 15 minutos após arremetida, ainda mantendo a comunicação de rotina, o que parece indicar que os pilotos não tomaram conhecimento do contato da cauda com o solo.

O A321neo fazendo a volta para uma nova aproximação após a arremetida – Imagem: RadarBox

Inicialmente, o cadastro da ocorrência no sistema da agência reguladora FAA indicou que a aeronave sofreu danos menores, sendo assim classificada como um incidente, porém, nesta semana, em 7 de outubro de 2021, o NTSB, órgão americano que investiga acidentes e incidentes, relatou que a aeronave sofreu danos substanciais e classificou a ocorrência como um acidente.

Novos detalhes deverão ser publicados pelo NTSB nos relatórios preliminar e final com o avanço das investigações. Não há novos registros de decolagem do N208HA até a data da publicação desta matéria.

A depender da seriedade dos danos, os reparos podem levar semanas ou até meses, como foi o caso de um Boeing 747. Como vimos no ano passado, o grande jato teve a cauda seriamente danificada em um tail strike na decolagem, prosseguiu voo até o destino, e depois precisou de 11 meses em manutenção para voltar a voar em janeiro deste ano. Relembre os detalhes clicando aqui ou no título abaixo.

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