Porta mal fechada faz A330 perder pressão e descer 5 km em 5 minutos na China

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Airbus A330 da Shenzhen Airlines – Foto de Clément Alloing

Um Airbus A330 da companhia aérea chinesa Shenzen Airlines perdeu pressão na cabine e teve que fazer uma rápida descida de emergência. O caso aconteceu no último dia 9 de agosto quando o A330-300 de matrícula B-302E cumpria o voo ZH9209, de Shenzhen para Xi’an, ambas cidades chinesas, no que deveria ser um curto voo de duas horas.

Por volta de 20 minutos depois da decolagem, quando o jato cruzava o nível de voo 300 (~9.100 metros), soou o alarme indicando despressurização na cabine, obrigando os pilotos seguiram imediatamente para uma descida de emergência.

Descida rápida

Em emergência, o jato foi do nível 300 para o nível 120 (3.600 metros) em pouco menos de cinco minutos, numa razão de em torno de 3.600 pés por minuto, algo um tanto elevado e fora do comum, mas necessário numa descida de emergência.

Dados do rastreador de voos FlightRadar24 sobre o voo

Treze minutos depois e após ter realizado todos os checklists necessários a este tipo de ocorrência, a tripulação voltou a comandar a subida da aeronave, que novamente deu o alerta de perda de pressurização quando cruzava o nível de voo 200 (6 mil metros). Após este segundo problema, foi decidido que o jato não poderia prosseguir o voo e a tripulação retornou para Shenzhen, onde pousou com segurança.

Outro A330 foi colocado para levar os passageiros, que chegaram em Xi’an com 4 horas e meia de atraso, mas em segurança.

O que causou a despressurização

A aeronave ficou 70 horas no aeroporto de Xi’an até ser reparada. A Agência de Aviação Civil da China informou posteriormente que a perda de pressão foi causada por uma má vedação da porta de carga dianteira do Airbus A330.

O alerta de perda de pressão é um aviso importante, já que a situação pode resultar em uma despressurização rápida ou em uma explosiva. No primeiro caso, por falta de pressurização, o oxigênio seria reduzido na cabine e causaria a morte de todos a bordo a menos que colocassem rapidamente suas máscaras. Já na segunda situação, uma explosão ocorreria e poderia desencadear um desastre, incluindo pessoas sendo lançadas para fora da aeronave, como já ocorreu em acidentes deste tipo no passado (veja um exemplo na matéria abaixo).

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Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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