Airbus cobra fim das restrições aéreas e trégua em guerra comercial

O presidente-executivo da Airbus, Guillaume Faury, pediu que as restrições de viagens da COVID-19 sejam flexibilizadas à medida que os programas de vacinação avançam em todo o mundo. O executivo também quer que as empresas aéreas cobrem os governos de seus países para a reabertura da economia.

No sábado, dia 20 de fevereiro, Faury disse que está “quase impossível viajar de avião na Europa, mesmo internamente”, e que está extremamente frustrado com as barreiras que restringem as viagens aéreas. “A prioridade número um para os países em geral é reabrir fronteiras e permitir que as pessoas viajem com base em testes e, eventualmente, vacinações”, declarou o executivo.

Cessar-fogo

Em uma entrevista a uma rádio dos Estados Unidos e reproduzida pela Agência Reuters, Faury pediu um “cessar-fogo” em uma guerra comercial transatlântica sobre subsídios para aeronaves. Para ele, as tarifas que incidem sobre a indústria da aviação e a disputa comercial com a americana Boeing foi particularmente prejudicial durante a pandemia de COVID-19 e aumentaram os danos causados ​​pela crise de saúde.

De acordo com a Reuters, o governo dos Estados Unidos impôs, a partir de 2019, tarifas de importação de 15% sobre os jatos Airbus, após uma prolongada disputa na Organização Mundial do Comércio (OMC). A União Europeia respondeu com taxas correspondentes sobre os jatos da Boeing um ano depois. Vinho, uísque e outros produtos também são afetados. “Essa disputa nos colocou em uma situação de perder ou perder”, disse. “A sabedoria dita que devemos ter um “cessar-fogo” nessa briga”.

A Reuters lembra que o Brasil travou batalhas separadas com o Canadá sobre subsídios para jatos regionais menores. Mas, na quinta-feira, 18 de fevereiro, o país retirou sua reclamação sobre os canadenses na OMC e pediu um acordo de paz global entre as nações produtoras no apoio ao aeroespacial.

A fabricante europeia de aviões registrou uma queda de 29% no volume de novos negócios em 2020. No ano passado, o grupo entregou 566 aeronaves, um terço a menos que em 2019. A empresa, contudo, conseguiu limitar as perdas em € 1,1 bilhão no ano, resultado melhor do que a principal concorrente, Boeing. “Os resultados mostram a resistência da Airbus durante a crise mais dura vivida até hoje pela indústria aeroespacial”, afirma Guillaume Faury.

Com informações Yahoo Finance

Fabio Farias
Jornalista e curioso por natureza. Passou um terço da vida entre aeroportos e aviões. Segue a aviação e é seguido por ela.

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