Airbus precisará vender ao menos 150 jatos A350F para pagar o projeto

O desenvolvimento da versão cargueira do Airbus A350 já está em curso, mas a fabricante europeia terá que vender mais de uma centena deles para alcançar o break-even.

Concepção Artística – AEROIN

Esta é a conclusão da análise de Jonathan McDonald, analista da consultoria IBA, especializada em mercado aeronáutico. A estimativa é de que sejam necessários ao menos 150 unidades vendidas para que o projeto pague o custo de seu desenvolvimento. Esse seria o chamado break-even, que é quando todos os custos de implementação e de giro são pagos, e a empresa ou projeto começa a lucrar.

Um objetivo da Airbus com o A350F é atingir o mercado hoje servido pelo trijato MD-11F da McDonnell Douglas, um sucesso no mercado cargueiro mas que já está se aposentando, com pouco mais de 100 unidades na ativa no mundo. No entanto, para ter um número maior de clientes, a Airbus deverá atacar o mercado dos Jumbos, principalmente do 747-400F e do 777F, pontua McDonald.

Desse último, existem duas versões, o Boeing 777-200F que já sai cargueiro de fábrica e, no futuro próximo, os 777-300ER também estarão convertidos em cargueiros. Ambos os modelos foram desenvolvidos na década de 90 e são menos econômicos que o A350 e essa é a aposta da Airbus.

A Boeing, por sua vez, poderia repelir a concorrência com uma versão de carga do 777X, seu mais novo projeto widebody, no entanto, a empresa ainda não anunciou se fará isso e, segundo o analista informou à AirCargoNews, seria um projeto para depois de 2028, quando o A350F já estaria voando.

Dentre as clientes sendo prospectados para o A350F estão a Lufthansa, que recentemente aposentou o MD-11F, além da Qatar, UPS e até a russa Volga Dnepr.

Carlos Martins
Fascinado por aviões desde 1999, se formou em Aeronáutica estudando na Cal State Long Beach e Western Michigan University. Atualmente é Editor-Chefe no AEROIN, Piloto de Avião, membro da AOPA, com passagem pela Avianca Brasil. #GoBroncos #GoBeach #2A

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