Alitalia com 75 aeronaves e 7.000 funcionários: esse é o plano

Avião Boeing 777 Alitalia

Está tudo pronto para que os novos administradores da nova Alitalia, ou melhor, da recém-criada “Italia Trasporto Aereo SPA (ITA)”, apresentem seu plano de reorganização da companhia. É o que mostra uma reportagem da MSN Italia nesse final de semana.

Segundo o veículo, a empresa aérea teria estabelecido que operará uma frota de 75 aeronaves e 7.000 funcionários, o que representa uma redução de 30% de sua estrutura atual. O foco da operação da linha principal seria primariamente em operações de longo curso e carga, enquanto que a Alitalia Cityliner faria as conexões regionais, para competir com as empresas low-cost. A apresentação desse novo plano aos delegados do Ministério dos Transportes está marcada para a próxima terça-feira (3).

Esse seria o plano de relargada, com objetivo de em cinco anos de ter uma empresa saudável e com um crescimento sustentado. Segundo o plano, acessado pelo MSN, a ideia seria padronizar a frota de longo curso com aeronaves Boeing para racionalizar custos. Tal atualização vai ao encontro de uma notícia divulgada há cerca de um mês, que dizia que a companhia estaria de olho nos Boeing 787. Novas rotas e frequências para os Estados Unidos, Canadá, América do Sul e Ásia também estão no radar para o futuro.

Sobre os empregos, a ideia é que os sete mil funcionários sejam recontratados pela ITA, enquanto que os demais, cerca de três mil, seriam tratados como excedentes e ficariam na antiga Alitalia, protegidos por redes de seguridade social. Tal ponto foi solicitado pelo governo como forma de evitar uma demissão massiva, no entanto, é polêmico, pois o restante da população estará bancando esse prejuízo.

Outro tema importante é a carga aérea, que poderá contar com até seis aeronaves dedicadas, similar ao que houve no passado, quando a empresa tinha a divisão “Alitalia Cargo”. Na manutenção, também haverá investimentos, com a criação de um novo hub, cujos detalhes não foram divulgados.

Esse seria o plano inicial em alto nível, mas muita coisa ainda pode mudar e ser definida nos próximos dias. Por trás disso tudo, está a ajuda que 1,3 bilhão de euros do governo italiano à empresa, na forma de um empréstimo, que pode ainda dobrar de tamanho.

Carlos Ferreira
Managing Director - MBA em Finanças pela FGV-SP, estudioso de temas relacionados com a aviação e marketing aeronáutico há duas décadas. Grande vivência internacional e larga experiência em Data Analytics.

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