ALTA encerra encontro histórico da aviação da América Latina e Caribe

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Apesar dos desafios e incertezas que o setor aéreo enfrentou este ano, a ALTA (Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo) comemora a bem-sucedida realização da ALTA CCMA & MRO 2020 com grandes marcos e uma poderosa mensagem: é possível retomar viagens e reuniões de trabalho e de negócios presenciais quando os protocolos de segurança são seguidos.

A agenda da décima-quarta edição da ALTA CCMA & MRO contou com múltiplos espaços de networking, reuniões dos comitês técnicos & MRO e de compras técnicas da ALTA, cerca de 750 minirreuniões entre representantes de companhias aéreas e fornecedores, uma agenda acadêmica focada na gestão eficiente da operação durante e pós-crise e uma área de exposição com 21 empresas do setor.

Nas diferentes atividades, a importância do reencontro presencial e a urgência de retomar estes espaços para apoiar a recuperação do setor se repetiu quase que de forma unânime.

“Este evento não é apenas para fazer negócios. Muito mais que isso, este evento quer mostrar que, com todos os protocolos de saúde, com responsabilidade social, estamos prontos para unir países, unir famílias, unir amigos, colegas, proteger e gerar empregos e muito mais. Somos uma indústria apaixonada por segurança e trabalhamos diariamente para oferecer o meio de transporte mais seguro, e agora mais biosseguro”, disse José Ricardo Botelho, diretor-executivo e CEO da ALTA, durante seu discurso de boas-vindas.

Como parte da agenda acadêmica, representantes de companhias aéreas trocaram experiências sobre o reajuste de estratégias de gestão de custos nesses meses com a queda da demanda, conservação e estacionamento de aeronaves, tecnologias para gerar eficiências e medidas de saneamento para os funcionários, entre outros temas .

Os executivos falaram também sobre a criação de novas companhias aéreas no contexto atual, o que é preciso para entrar em operação e o que faz a diferença neste negócio, principalmente em termos de manutenção e compras técnicas. Assim como o papel da diversidade na indústria e a importância da inclusão na tomada de decisões dentro de uma empresa.

Nas discussões sobre MRO (Manutenção, Reparo e Revisão Geral, na sigla em ingês) foram apresentados os números da queda deste ano e as perspectivas de retorno aos níveis de 2019 em 2026, bem como melhorias no serviço de manutenção de aeronave, em função da crise e dos riscos que podem apresentar monopólios na cadeia de suprimentos.

Além disso, reconheceu-se que, no contexto atual, a comunicação oportuna e frequente, a flexibilidade e os acordos inclusivos são fundamentais para alcançar soluções eficazes e relacionamentos de longo prazo.

Durante a agenda acadêmica, também foi reforçado o papel das organizações de conectar as autoridades dos diferentes países para gerar respostas unificadas, relevantes e urgentes para o setor, buscando não gerar prejuízos adicionais.

Durante o encontro na Riviera Maya, o Comitê de Compradores de Material Aeronáutico (CCMA), o mais antigo da região, realizou sua 109ª reunião com a participação de representantes de 23 companhias aéreas. Um marco importante devido à amplitude e relevância que este grupo assume a cada ano.

“Pode ainda haver incertezas, talvez alguns receios, mas nós aqui demonstramos que esta indústria tem um motor potente que vai impulsionar a sua recuperação e esse motor são os seus profissionais empenhados que, como diz o ditado em inglês, “walk the talk”. Cada um aqui presente é porta-voz desta mensagem de confiança no transporte aéreo. Não só nas companhias aéreas, mas também numa extensa cadeia de valor que inclui aeroportos, fornecedores, operadores turísticos, destinos, entre outros. Uma cadeia que gera bem-estar para milhões de pessoas direta e indiretamente”, concluiu Botelho.

Informações da ALTA

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Murilo Bassetohttp://www.aeroin.net
Formado em Engenharia Mecânica e Pós-Graduando em Engenharia de Manutenção Aeronáutica, possui mais de 6 anos de experiência na área controle técnico de manutenção aeronáutica.

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