American Airlines cria academia para formação de futuros pilotos

© Envoy Air

A American Airlines anunciou hoje a criação de um programa que irá ajudar futuros pilotos a receberem treinamento, financiamento e assessoramento para voar na empresa, que é a maior do mundo em frota.




O programa foi intitulado de American Airlines Cadet Academy, e irá prover condições para que os futuros pilotos virem primeiros-oficiais em uma de suas subsidiárias regionais e eventualmente voarem aeronaves grandes na própria American. É o primeiro programa do tipo nos EUA.

A Cadet Academy será feita em parceria com a Discover Student Loans do banco Discover, que também emite cartões de crédito e é um dos principais concorrentes da MasterCard, VISA e American Express. O financiamento da Discover irá cobrir o custo total do programa, incluindo acomodações.

“A falta de opções de financiamento tem restringido o número de pessoas que podem ser pilotos, deixando pessoas muito talentosas sem condição de pleitar uma vaga. Tirando esse impedimento, nós iremos atrair um grupo mais diverso de profissionais para a American nos próximos anos” declarou o Comandante Kimball Stone, vice-presidente da Chefia de Pilotos da American Airlines.

Falta de pilotos é uma das grandes preocupações da aviação americana

A falta de pilotos tem sido uma dor de cabeça nos EUA: as três forças armadas que voam aeronaves de asa fixa tem perdido pilotos para as grandes companhias aéreas que oferecem salários maiores. E as companhias contratam pilotos mais velhos e ex-militares por estarem dentro do requisito da FAA para voar aeronaves de linha aérea.

Atualmente para pilotar um avião da American, seja o Embraer ERJ-145 ou o Boeing 777-300ER, é necessário, além de ser piloto comercial ter 1.500 horas de voo. Este requisito é reduzido para 1.000h se o candidato for formado em algum curso de aviação ou aeronáutica, e reduzido para 800 horas se for veterano das forças armadas.

A medida da FAA que colocou os requisitos lá no alto (os mais altos no mundo inteiro para voar em companhia aérea) foi tomada após o acidente com um turboélice regional Bombardier Dash da Colgan Air, que resultou em 50 mortes e foi causado por falta de treinamento/experiência.

Com este programa, o cadete da American irá completar o treinamento de piloto comercial com habilitação multimotor + treinamento de jatos + navegação baseada em performance em 18 meses. Serão três escolas parceiras: a American Flyers em Dallas no Texas e Pompano Beach na Flórida, a Crew Training International (CTI) em Memphis, Tennessee e a CAE em Phoenix no Arizona. Após a formação, é esperado que o cadete vire instrutor na escola de aviação e fique nela até atingir as horas mínimas exigidas pela FAA.

Os pagamento para os financiamentos serão em parcelas fixas e sem juros. O cadete poderá começar a pagar o financiamento até três depois do início do curso, quando é esperado que ele já esteja em uma das três regionais totalmente controladas pela American: a Envoy (anteriormente American Eagle), a Piedmont e a PSA, que operam uma frota de aeronaves Bombardier Dash 8-300, CRJ-200, CRJ-700, CRJ-900 e Embraer E135, E140, E145 e E175. As regionais são responsáveis por 60% dos voos da American.

Pela Assessoria de Imprensa da American Airlines

Carlos Martins

Despertou a paixão pela aviação em 1999 em um show da Esquadrilha da Fumaça. Atualmente é Piloto Comercial, Despachante, Bacharel em Ciências Aeronáuticas, membro da AOPA e veterano da Western Michigan University #GoBroncos